domingo, novembro 08, 2009

Estudo sobre o mar

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quinta-feira, novembro 05, 2009

O sal da língua

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"Escuta, escuta: tenho ainda
uma coisa a dizer.
Não é importante, eu sei, não vai
salvar o mundo, não mudará
a vida de ninguém - mas quem
é hoje capaz de salvar o mundo
ou apenas mudar o sentido
da vida de alguém?
Escuta-me, não te demoro.
É coisa pouca, como a chuvinha
que vem vindo devagar.
São três, quatro palavras, pouco
mais. Palavras que te quero confiar,
para que não se extinga o seu lume,
o seu lume breve.
Palavras que muito amei,
que talvez ame ainda.
Elas são a casa, o sal da língua.
"

Eugénio de Andrade

A imprensa regional

Hoje cai da cama pela madrugada. Acordei ao som maravilhoso do telefone estridente a tocar.

Como se pode calcular estou com um humor excelente.

De seguida veio a notícia da morte de um vizinho, o que me fez recordar o passado.

Certo é que cheguei ao café ainda faltava 15m para as 9h00. Assim, decidi sentar-me, ainda por cima estava lá um senhor com o qual gosto bastante de conversar.

Sentei-me e o “vizinho” trouxe o café.

Conversa puxa conversa, e emprestou-me o jornal diário para dar uma vista de olhos. Foliei o dito cujo, e nada, nada, e mais nada.

Esta imprensa regional está cada vez mais com falta de conteúdos dignos de impressão. Onde estão as notícias que realmente fazem a diferença? Onde estão os nossos jornalistas?

Estudo sobre o mar

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quarta-feira, novembro 04, 2009

Estudo sobre o musgo

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Barcos

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Foto by: eu mesma

terça-feira, novembro 03, 2009

Estudo sobre o mar

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Estudo sobre o mar

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Cogumelos

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segunda-feira, novembro 02, 2009

Estudo sobre o musgo

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Vida nova

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Sossego

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quinta-feira, outubro 29, 2009

no ar

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no cinza

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no verde

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segunda-feira, outubro 26, 2009

Cogumelos

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Cogumelos

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quinta-feira, outubro 22, 2009

Estrutura macroscópica

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terça-feira, outubro 20, 2009

Hino à ignorância

O livro de Saramago é como o vídeo de Maitê Proença: um hino vivo aos píncaros da ignorância.


Especialista em pequenos golpes publicitários, o sr. Saramago lançou, esta semana, um livrinho sobre Caim que o próprio, com a sua reconhecida modéstia, considera ser um exercício "divertidíssimo" contra "toda e qualquer religião". Tendo em conta este nobre objectivo, o escritor usou a apresentação de Caim para debitar umas opiniões firmes sobre Deus, a Igreja e a Bíblia, em particular sobre o Antigo Testamento, que ele notoriamente não conhece.

Como a ignorância é livre e, em Portugal, tem mesmo direitos de cidadania, Saramago não se coíbe no que toca aos mais improváveis disparates. Com a profundidade de uma poça, garante solenemente que a Bíblia é "um manual de maus costumes", impróprio para crianças, que tudo o que lá está é "absurdo e disparatado"; que Deus, embora não exista, deve ser devidamente responsabilizado por todos os males da humanidade; que a "insolência reaccionária" da Igreja tem que ser combatida com a "insolência da inteligência viva"; e que o Papa é "cínico" por "ter a coragem de invocar Deus (…), um Deus que ele jamais viu e com quem nunca se sentou para tomar café". Ou para comer um croquete, já agora, com um cigarro pelo meio e meia dúzia de piadas a rematar.

Do que aqui fica dito, percebe-se que para Saramago a Bíblia é uma espécie de romance de cordel para adultos, recheado de imoralidades várias que não se compadecem com a doce inocência da infância. A ideia de que um livro sagrado, não sendo fácil de interpretar, tem uma chave de leitura que exige um conhecimento profundo da história, da geografia, da língua e do fenómeno religioso é-lhe manifestamente estranha. Saramago, como é óbvio, dispensa esse tipo de qualificações. Para falar sobre a Bíblia basta-lhe uma leiturinha pela rama, meia dúzia de frases ocas e a necessidade de criar uma conveniente polémica que o ajude a vender o livro que escrevinhou em tempo recorde. Desta vez, as suas esperanças depositam-se nos judeus – já que os católicos, segundo o próprio, não perdem tempo a ler o Antigo Testamento e não podem, portanto, fazer-lhe o jeito e contribuir para o sucesso editorial da obra.

Confesso, no entanto, que não vejo razões para grandes polémicas ou para fundadas indignações. As diatribes de Saramago são como o vídeo de Maitê Proença: um hino vivo à ignorância.

Constança Cunha e Sá, Jornalista

In: Correio da Manhã

segunda-feira, outubro 19, 2009

Caim - José Saramago

in: Diário Digital


Com esta frase José Saramago acabou de ganhar o prémio nobel da tacanhês. Se é tão verdade aquilo que afirma, então este seu livro é uma grande mentira, analisemos:

«Caim» não é nada mais nada menos que uma figura biblica, a parte má da história, logo esta nova tentativa de obra só poderá revelar a própria essência de Caim, o menos bom.

Saramago até pode ser referência para muitos, reconhecido por outros tantos, mas para mim, na minha modesta opinião, sempre foi simplesmente intragável.

É coisa para se dizer:

"Perdoai-lhe Senhor, pois não sabe o que" escreve.

A realidade pura e dura é talvez, na sua já longa história de escrita, Saramago ser um homem de Fé, não da minha, mas da dele. Assim, no seu íntimo, a sua fé o faz acordar todos os dias, levantar-se, desfazer a barba e procurar um novo dia.

Perdoai-lhe, Senhor.

Caim» revela o que há de moderno e surpreendente na prosa de Saramago: a capacidade de fazer nova uma história que se conhece do princípio ao fim. Um relato irónico e mordaz no qual o leitor assiste a uma guerra secular, e de certa forma, involuntária, entre o criador e a sua criatura." »
in: Diário Digital

«José Tolentino Mendonça a Bíblia[..] “é um livro de fé”.
Nesse sentido, é necessária “uma compreensão da Bíblia enquanto texto literário para verdadeiramente chegar ao seu sentido”, é preciso “ir à terra do poeta”, como se referia no Vaticano II, perceber que há “um sentido segundo, terceiro, que não se pode ler de forma literal e unívoca, que os géneros literários são para respeitar”.
»
in: Agência Ecclesia

É caso para se perguntar: que parte da passagem sobre Caím (anti-herói) e Abel (herói) é que Saramago saltou?