. Caminhando "Fiel à República, à liberdade, à democracia, ao socialismo e, sobretudo, fiel a Portugal e ao povo português" Manuel alegre .
segunda-feira, setembro 29, 2008
De Xandim para mim
TU ESTAVAS SEMPRE ALI COMIGO
"Deixo-te, não em forma de poema, a minha visão de uma ínfima parte da nossa maravilhosa infância:
-Quero a minha mãe! Quero a minha mãe!! Q-U-E-R-O-A-M-I-N-H-A-M-A-M-Ã!!!- chorava ela inconsolável... -O lenço deixo de ter a mamã!
E eu ao teu lado estava...
-Não chora Bebé! Não chora! A Xandim 'tá aqui!
E eu ao teu lado estava...
-Anda cá Bebé! O tio fez-te uma rede para apanhares borboletas! (ela sempre gostou de borboletas! Quem sabe não a levariam para junto da mamã!)
As lágrimas, por pouco tempo, paravam de brotar (curiosidade momentânea)!
E eu ao teu lado estava...
-Apanhei! Apanhei uma! Vê, Xandim, vê!!! A felicidade durava pouco!
E eu ao teu lado estava...
...
-É o papá!! É o carro do papá!!-dizia Xandim.
-Oh, não...Não foi!-tristemente, dizia a a caracolinhos de ouro, baixando os olhos para se concentrar no carreirinho de formigas, que por baixo da soleira da porta passava; onde as duas sentadas estavam, à espera daquele carro que de esperança azul se vestia.
Até que ELE APARECIA!!! E a alegria... e a vontade de chorar... e a ansiedade de nele entrar... e de partir?!?
E nós lado a lado...
OU...
A alegria do autocarro que chegava, trazendo o sorriso que te iluminava?? Aparecia como uma miragem, aproximava-se lentamente e os nossos corações o TEU CORAÇÃOZITO aos saltos pulava-lhe ao pescoço:
-Mamã!!Mamã!!!
E eu ao teu lado estava...
...
As noites de folia; os telefonemas que fazíamos...os trambolhões no sofá, os sustos que te dava, seguidos de gargalhadas choradas!!
As férias nas Seven Cities;o acampamento no jardim da casa! Que adultas que nós eramos!!
E a lanterna... e aquele rosto... e a história de terror dos "Gémeos da Lagoa"...
Lado a lado nós estávamos...
E aqueles peixes que salvámos de serem fritos?!? Bendito Garfo Partido!
E aquela pobre ave?!? Morreu, é verdade! Não pudemos evitar! Mas nós conseguimos vencer e convencer os nossos amados "primary caregivers" que galo não era galinha, se não era galinha não podíamos comê-lo e... "-ELE OLHOU PARA NÓS PAPÁ, NÃO OLHOU Bebé?!?"
É certo e sabido que Mamã e Papá, provaram mais uma vez serem seres de tão boa índole: ofereceram a pobre ave pronta a ser confeccionada!!
E nós lado a lado estávamos...
Tanto mais teria para aqui te deixar...
As recordações atropelam-se, empurram-se...
Ao teu lado; lado a lado para sempre!
Xandim"
Por Sandra
segunda-feira, setembro 22, 2008
James
By: Mark Tonra
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
segunda-feira, setembro 15, 2008
sábado, setembro 13, 2008
I cried for you
Katie Melua
A
You're beautiful so silently
G
It lies beneath a shade of blue
D E
It struck me so violently
A Ad9
When I looked at you
But others pass, the never pause
To feel that magic in your hand
To me you're like a wild rose
They never understand why
A Bm
I cried for you
E
When the sky cried for you
E6
And when you went
E7 A Ad9
I became a hopeless drifter
A Bm
But this life was not for you
E
Though I learned from you
E6 E7 A
That beauty need only be a whisper
I'll cross the sea for a different world
With your treasure, a secret for me to hold
In many years they may forget
This love of ours or that we met
They may not know
How much you meant to me
I cried for you
And the sky cried for you
And when you went
I became a hopeless drifter
But this life was not for you
Though I learned from you
That beauty need only be a whisper
Bm E
Without you now I see
A E D
How fragile the world can be
Em E
And I know you've gone away
A E D A
But in my heart you'll always stay
I cried for you
And the sky cried for you
And when you went
I became a hopeless drifter
But this life was not for you
Though I learned from you
That beauty need only be a whisper
That beauty need only be a whisper
sábado, agosto 23, 2008
Estudo sobre o céu

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
2008Foto by: eu mesma

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
2008Foto by: eu mesma
É por isto que eu jamais me canso da minha ilha
Estrutura macroscópica

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
2008Foto by: eu mesma

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
2008Foto by: eu mesma
quinta-feira, agosto 21, 2008
terça-feira, agosto 12, 2008
Estudo sobre o mar

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Foto by: eu mesma
abraço
afago
balanço
aconchego
magia
fronteira
partida
chegada
...

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Foto by: eu mesma
fixado
cansado
memória
passado
vivido
sexta-feira, agosto 08, 2008
quinta-feira, julho 31, 2008
As manhãs em Ponta Delgada
2008
Foto by: eu mesma
Primeiro pensei que havia nevado durante a madrugada, coisa que até seria de estranhar nos tempos que correm, mas, enfim, quem poderá afirmar que durante o mês de Agosto, aqui nesta minha cidade, jamais neverá? Vá? Digam assim “JAMAIS NEVARÁ”. Depois reflecti melhor, e olhando com “olhos de gente” reparei que aquilo tinha sido obra de chicos espertos.
Tiras, e mais tiras de papel por todo o lado. No chão, no carro.
Reparem bem que até se deram ao trabalho de ir ao ponto do papel, retirar o saco de plástico (ainda deixado ali no chão) e atirar por cima da viatura os ditos papéis de “festejo”.
Das duas três: ou foi uma brincadeira de muito mau gosto, ou foi uma brincadeira de muito mau gosto.
Continuando (sim, no gerundio, pois é algo bem micaelense), já eram 8:46 am e ainda não se via viva alma que desse conta daquele lixo. Será que a recolha selectiva não passou ontem? Ou será que colocaram os papéis triturados muito tarde? Estou mais inclinada pela primeira hipótese.
Concluindo (hoje estou mesmo com esta coisa de regresso às origens), após esta imagem lá fui eu tomar o meu café e, à custa dessa, andei com gosto a papel na boca o resto da manhã.
sexta-feira, julho 25, 2008
" Eu gosto é do Verãode Passear de prancha na mão
Saltarmos e rirmos na praia
Nadar e apanhar um escaldão"
Fica assim um pouco difícil de entender e cantarolar a música com estas coisas dos factores de protecção, cremes e creminhos. Verão sem escaldão é assim como o Mar sem Bacalhau. Seria impossível existir o mar sem o bacalhau, pois, caso não o saibam, o bacalhau é que faz da água do mar aquela aguinha salgada. Vá, agora imaginem o mar sem aquele sabor?! Impossível, não?!
Estou de férias desde 3ª Feira e apanhei um escaldão, assim tipo sem querer quase querendo.
Facto é que estive a limpar a piscina (coisa que até nem correu mal com as instruções e acompanhamento do meu lindo cunhado) e não coloquei qualquer protecção. Depois foram passando as horas e zás, estava escaldada (e bem que a minha sister me colocou um pouco de creme - mas de pouco valeu).
O que importa é que não doeu assim muito e as férias estão a acabar (as de agora).
segunda-feira, julho 21, 2008
sábado, julho 19, 2008
sábado, julho 12, 2008
Bolo de pé de torresmos
e hoje é dia do Espírito Santo da minha rica tia Berta, a Festeira.
Sei que andam lá pela baixa naquele corre corre das sopas, prato para cá e prato para lá, mais pão aqui e outro para ali.
A verdade é que eu jamais percebi o porquê de tanto empenho, por parte da minha rica tia, em realizar esta festa, mas provavelmente é coisa que não tenha de compreender. E, vendo bem, até é coisa lá do seu cognome. Mas, enfim, lá vai ela toda gira no carro a distribuir as carnes e afins.
Bem, mas o que eu gosto mesmo é de bolo de pé de torresmo. Uns bolinhos pequeninos, do tamanho de uma tangerina, e zás, dentro com eles, pois são é bons na barriga.
Aqui fica a receita do Bolo de Pé de Torresmo:
Ingredientes:
750 g de farinha de trigo ;
250 g farinha de milho ;
1 chávena de pé de torresmos (bem cheia) ; ;
1 chávena de açúcar ;
6 ovos ;
1 colher de sopa de manteiga ;
2 colheres de sopa de fermento em pó ;
leite
Confecção:
Misturam-se todos os ingredientes e amassam-se com leite, a que se juntou um pouco de água morna. Molda-se a massa em bolinhos redondos do tamanho de uma tangerina e levam-se a cozer em forno quente.
Pé de torresmo é o resíduo dos torresmos.
fonte primária: Editorial Verbo
Fonte: Roteiro Gastronómico
segunda-feira, julho 07, 2008
quarta-feira, junho 25, 2008
Urgentemente
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.
Eugénio de Andrade





A Google oferece-nos!
Nú sobre Vitebsk, 1933