sábado, agosto 23, 2008

Estrutura macroscópica

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Porque as férias são também para revisitar...
Porque o chá faz parte da minha vida...

sexta-feira, agosto 22, 2008

...

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Flor

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quinta-feira, agosto 21, 2008

Estudo sobre o mar

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terça-feira, agosto 12, 2008

Estudo sobre o mar

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este meu mar que me rodeia

abraço

afago

balanço

aconchego

magia

fronteira

partida

chegada

...

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parado

fixado

cansado

memória

passado

vivido

sexta-feira, agosto 08, 2008

quinta-feira, julho 31, 2008

As manhãs em Ponta Delgada

Estava eu a entrar no estacionamento perto do meu local de trabalho, no lindo centro da minha rica cidade de Ponta Delgada, quando, para minha admiração, deparei-me com a seguinte imagem.

2008

Foto by: eu mesma


Primeiro pensei que havia nevado durante a madrugada, coisa que até seria de estranhar nos tempos que correm, mas, enfim, quem poderá afirmar que durante o mês de Agosto, aqui nesta minha cidade, jamais neverá? Vá? Digam assim “JAMAIS NEVARÁ”. Depois reflecti melhor, e olhando com “olhos de gente” reparei que aquilo tinha sido obra de chicos espertos.

Tiras, e mais tiras de papel por todo o lado. No chão, no carro.

Reparem bem que até se deram ao trabalho de ir ao ponto do papel, retirar o saco de plástico (ainda deixado ali no chão) e atirar por cima da viatura os ditos papéis de “festejo”.

Das duas três: ou foi uma brincadeira de muito mau gosto, ou foi uma brincadeira de muito mau gosto.

Continuando (sim, no gerundio, pois é algo bem micaelense), já eram 8:46 am e ainda não se via viva alma que desse conta daquele lixo. Será que a recolha selectiva não passou ontem? Ou será que colocaram os papéis triturados muito tarde? Estou mais inclinada pela primeira hipótese.

Concluindo (hoje estou mesmo com esta coisa de regresso às origens), após esta imagem lá fui eu tomar o meu café e, à custa dessa, andei com gosto a papel na boca o resto da manhã.

sexta-feira, julho 25, 2008

" Eu gosto é do Verão
de Passear de prancha na mão
Saltarmos e rirmos na praia
Nadar e apanhar um escaldão"

Fica assim um pouco difícil de entender e cantarolar a música com estas coisas dos factores de protecção, cremes e creminhos. Verão sem escaldão é assim como o Mar sem Bacalhau. Seria impossível existir o mar sem o bacalhau, pois, caso não o saibam, o bacalhau é que faz da água do mar aquela aguinha salgada. Vá, agora imaginem o mar sem aquele sabor?! Impossível, não?!

Estou de férias desde 3ª Feira e apanhei um escaldão, assim tipo sem querer quase querendo.
Facto é que estive a limpar a piscina (coisa que até nem correu mal com as instruções e acompanhamento do meu lindo cunhado) e não coloquei qualquer protecção. Depois foram passando as horas e zás, estava escaldada (e bem que a minha sister me colocou um pouco de creme - mas de pouco valeu).

O que importa é que não doeu assim muito e as férias estão a acabar (as de agora).

segunda-feira, julho 21, 2008

...

Recados Para Orkut - RecadosOnline.com

Venham daí as férias, nem que sejam apenas 4 dias.

sábado, julho 19, 2008

...

EM MANUTENÇÃO
ESPERO SER BREVE


sábado, julho 12, 2008

Bolo de pé de torresmos

Adoro bolo de pé de torresmos,
e hoje é dia do Espírito Santo da minha rica tia Berta, a Festeira.
Sei que andam lá pela baixa naquele corre corre das sopas, prato para cá e prato para lá, mais pão aqui e outro para ali.
A verdade é que eu jamais percebi o porquê de tanto empenho, por parte da minha rica tia, em realizar esta festa, mas provavelmente é coisa que não tenha de compreender. E, vendo bem, até é coisa lá do seu cognome. Mas, enfim, lá vai ela toda gira no carro a distribuir as carnes e afins.

Bem, mas o que eu gosto mesmo é de bolo de pé de torresmo. Uns bolinhos pequeninos, do tamanho de uma tangerina, e zás, dentro com eles, pois são é bons na barriga.

Aqui fica a receita do Bolo de Pé de Torresmo:
Ingredientes:
750 g de farinha de trigo ;
250 g farinha de milho ;
1 chávena de pé de torresmos (bem cheia) ; ;
1 chávena de açúcar ;
6 ovos ;
1 colher de sopa de manteiga ;
2 colheres de sopa de fermento em pó ;
leite
Confecção:
Misturam-se todos os ingredientes e amassam-se com leite, a que se juntou um pouco de água morna. Molda-se a massa em bolinhos redondos do tamanho de uma tangerina e levam-se a cozer em forno quente.
Pé de torresmo é o resíduo dos torresmos.

fonte primária: Editorial Verbo
Fonte: Roteiro Gastronómico

segunda-feira, julho 07, 2008

Marc Chagall

A Google oferece-nos!




Nú sobre Vitebsk, 1933
Colecção privada
Óleo

quarta-feira, junho 25, 2008

Urgentemente

É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.


Eugénio de Andrade

terça-feira, junho 24, 2008

"Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.

Para ti criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas."


Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, junho 19, 2008

As coisas que me mandam para ler

CAPUCHINHO VERMELHO
(Versão Acordo Ortográfico de 2058)


«Quem não se lembrar da história é bom relê-la........
E arranjar um tradutor para o resto............


Tás a ver uma dama com um gorro vermelho? Yah, essa cena! A pita foi obrigada pela kota dela a ir à toca da velha levar umas cenas, pq a velha tava a bater mal, tázaver? E então disse-lhe:


- Ouve, nem te passes! Népia dessa cena de ires pelo refundido das árvores, que salta-te um meco marado dos cornos para a frente e depois tenho a bófia à cola!


Pá, a pita enfia a carapuça e vai na descontra pela estrada, mas a toca da velha era bué longe, e a pita cagou na cena da kota dela e enfiou-se pelo bosque. Népia de mitra, na boa e tal, curtindo o som do iPod...


É então que, ouve lá, salta um baita dog marado, todo chinado e bué ugly mêmo, que vira-se pa ela e grita:

- Yoo, tá td? Dd tc?

- Tásse... do gueto ali! E tu... tásse? - Disse a pita.

- Yah! E atão, q se faz?

- Seca, man! Vou levar o pacote à velha que mora ao fundo da track, que tá kuma moka do camano!

- Marado, marado!... Bute ripar uma até lá?

- Epá, má onda, tázaver? A minha cota não curte dessas cenas e põe-me de pildra se me cata...

- Dasse, a cota não tá aqui, dama! Bute ripar até à casa da tua velha, até te dou avanço, só naquela da curtição. Sem guita ao barulho nem nada.

- Yah prontes, na boa. Vais levar um baile katéte passas!!!

E lá riparam. Só que o dog enfiou-se por um short no meio do mato e chegou à toca da velha na maior, com bué avanço, tázaver? Manda um toque na porta, a velha 'quem é e o camano' e ele 'ah e tal, e não sei quê, que eu sou a pita do gorro vermelho, e na na na...'.

A velha abre a porta e PIMBA, o dog papa-a toda... Mas mesmo, abre a bocarra e o camano e até chuchou os dedos...

O mano chega, vai ao móvel da velha, saca uma shirt assim mêmo à velha que a meca tinha lá, mete uns glasses na tromba e enfia-se no VL... o gajo tava bué abichanado mêmo, mas a larica era muita e a pita era à maneira, tásaver?

A pita chega, e tal, e malha na porta da velha.:

- Basa aí cá pa dentro! - Grita o dog.

- Yo velhita, tásse?

- Tásse e tal, cuma moca do camâno... mas na boa...

- Toma esta cena, pa mamares-te toda aí...

- Bacano, pa ver se trato esta cena.

- Pá, mica uma cena, pa ké esses baita olhos, man?

- Pá, pa micar melhor a cena, tázaver?

- Yah, yah... E os abanos, bué da bigs, pa ke é?

- Pá, pa poder controlar melhor a cena à volta, tázaver?

- Yah, bacano... e essa cremalheira toda janada e bué big? Pa que é a cena?

- É PA CHINAR ESSE CORPO TODO!!! GRRRRRRRR!!!!


E o dog manda-se à pita, naquela mêmo de a engolir, né? Só que a pita dá-lhe à brava na capoeira e saca um back-kick mesmo directo aos tomates do man e basa porta fora! Vai pela rua aos berros e tal, o dog vem atrás e dá-lhe um ganda-baite, pimba, mêmo nas nalgas, e quando vai pa engolir a gaja aparece um meco daqueles que corta as cenas cum serrote, saca de machado e afinfa-lhe mêmo nos cornos. O dog kinou logo ali, o mano china a belly do dog e saca de lá a velha toda cheia da nhanha.

Ina man, e a malta a gregoriar-se toda!!!

E prontes, já tá...»


(Autor desconhecido)
Amavelmente oferecido por Paula

quinta-feira, junho 12, 2008














"Digam que foi mentira, que não sou ninguém,
que atravesso apenas ruas da cidade abandonada
fechada como boca onde não encontro nada:
não encontro respostas para tudo o que pergunto nem
na verdade pergunto coisas por aí além
Eu não vivi ali em tempo algum "

Ruy Belo

segunda-feira, junho 09, 2008


Quero hastear a bandeira

Pelas mães deste país
que lutam diariamente para colocar comida nos pratos dos seus filhos
que ao fim de um dia de mais de 8 horas de trabalho só têm pão duro para lhes dar
que restou de ontem

Pelos jovens deste país
que mesmo perante todas as incertezas
lutam por um conhecimento
que lhes permita um futuro mais promissor

Por todos aqueles
que deixam na farmácia o seu rendimento
o pouco que recebem
só porque não lhes prescreveram genéricos

Por todos aqueles
que mesmo perante as adversidades
ainda acreditam neste meu, nosso Portugal

Quero hastear a bandeira por tanto mais

Mas não quero hastear a minha bandeira apenas por uma selecção

terça-feira, junho 03, 2008

pois...

Recados Para Orkut


Agora estou à espera para ver o que irá acontecer.

A verdade é que está a faltar o tempo e a inspiração (para não falar daquela já minha, vossa conhecida, falta de jeito com as palavras).

As Portas do Mar estão para breve e não vejo a hora de lá colocar os pés, nem que seja só por uma vez.

Ah, é verdade! Este fim-de-semana que se passou fui comer, pela primeira vez, àquela coisa do donnalds, o Mac, acho eu.

O pessoal amigo pensou em ir jantar assim tipo fora, assim tipo fora de casa de qualquer um e que não fosse no quintal de um qualquer. E daí até alguém se ter lembrado de ir lá aquele sítio foi rápido. Acima de tudo como forma de ajudar uma de nós a recuperar as calorias perdidas lá na caminhada que anda a fazer para os lados da Avenida Marginal (obrigada ti Berta, A Festeira).

Por falar em caminhada, será que aquilo tem os efeitos que dizem ter?

É que estou com alguma preocupação.

Ora vejamos, muitas pessoas a fazem caminhadas ao fim do dia de trabalho. Depois lembro-me que as árvores, e restantes seres “clorofílicos” (que palavra de bonita, certo?), ao fim do dia libertam monóxido de carbono, ou algo do género.

E com este pensamento estou mesmo preocupada. Não quero os meus amigos a fazerem essas coisas à noite. Vá fiquem em casa se faz favor, ou então caminhem à procura de um lugar cheio de fumo e conscientes disso, pois ao que me parece irá dar no mesmo.

sexta-feira, maio 30, 2008

Fim-de-semana

Finalmente fim-de-semana.
E mais uma semana de loucos.
Ainda estou à espera do capacete de bombeiro, daqueles dos que não o fazem por voluntariado, mas sim por carreira – os destes devem ser diferente, e se não forem deviam-no de ser.

É verdade, caiu o tecto lá para os lados da casa da minha querida tia Berta Cabral, A Festeira. Mas isso foi ontem, já não é notícia, certo? Mas também não importa, que eu não faço jornalismo.

Num dia desta semana (que não foi nem 2ª Feira, nem 3ª Feira, nem 5ª Feira, nem 6ª Feira) dei boleia a uma vespa até ao centro da cidade. Pensei que poderia ser a abelha Maia, mas quando olhei mais de perto confirmei que era uma vespita ainda jovem. É, estava eu a conduzir quando olhei para o vidro e vi a dita. E pronto lá comecei a conduzir mais devagar para ver se não lhe partia as asas, a sorte é que quando dei pelo facto não vinham carros atrás e livrei-me de umas boas buzinadelas.
Quando parei o carro reparei que ela se mantinha imóvel lá no vidro e até pensei que tinha morrido, tipo morrido de susto. Facto é que regressei com o papelito do parquímetro e ela lá se mantinha. Pensei de mim para mim, se não morreu deve de estar a tentar recuperar o fôlego.
Lá coloquei o dito papel dentro do carro e quando olhei, novamente, a vespita já havia batido asas. Confesso que fiquei um pouco triste. Já me estava a imaginar a adoptar a pequenita, mas ela foi-se.

Agora lembrei da Camila, aquela aranhiça simpática que habitava no espelho retrovisor esquerdo do meu carro. Tenho tantas saudades dela, mas tantas mesmo. É que eu até já a tratava por Camilinha, de tão íntimas que nos tínhamos tornado. Não sei o que se passou com ela, o que sei foi que um dia olhei para o espelho e intriguei-me de não ver novamente aquela teia a formar-se. Na altura pensei que deveria de estar a fazer algo pelo lado de dentro do espelho e que depois apareceria.
Mas não. Passaram-se mais dias e nada. Nada de Camila. E uma semana passou-se e nada. Nada mesmo.
Então tive de aceitar que ela tinha ido embora. Tinha escolhido outro lugar para habitar que não aquele frio espelho retrovisor direito do meu carro.

E agora o grande vencedor(a) do concurso “As diferenças – A saga continua”

O grande prémio vai para...
Vai para...
Para mim que quase tinha uma grande ideia.

O outro grande prémio vai para quem conseguiu ver a formiga que está em cima do donnut de “As diferenças #2”

Pode não ter lógica, mas fica assim mesmo.

Alguém já viu um cagárro este ano?

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sexta-feira, maio 23, 2008

pois...

Tenho dias que é sempre assim. Ainda mal me levantei já estou a cair.

Recados Para Orkut

Mas também não podem dizer que eu não tenho queda para a coisa.

E como sou muito teimosa levanto-me sempre, ou, pelo menos, vou tentando sempre.

Do mal o menos...

segunda-feira, maio 19, 2008

As diferenças #2


A persistência da Memória
Salvador Dali



http://segredos.blogs.sapo.pt/


E a saga continua.

sexta-feira, maio 16, 2008

As diferenças


A persistência da Memória
Salvador Dali



http://www.garfieldposters.com/


Um pequeno exercício de memória.

terça-feira, maio 13, 2008

O TEU RISO

"Tira-me o pão, se quizeres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas as portas da vida."



In: NERUDA, Pablo, Os Versos do Capitão, trad. Albano Martins, Campo das Letras, Editores S.A.

Hino dos Açores

Como forma de responder a um pedido tão amavelmente solicitado aqui está. Mais se informa que seguindo o link do título pode-se aceder à música (e assim cantarolar).

A letra é de Natália Correia
A música de Joaquim Lima

Deram frutos a fé e a firmeza
no esplendor de um cântico novo:
os Açores são a nossa certeza
de traçar a glória de um povo.

Para a frente! Em comunhão,
pela nossa autonomia.
Liberdade, justiça e razão
estão acesas no alto clarão
da bandeira que nos guia.

Para a frente! Lutar, batalhar
pelo passado imortal.
No futuro a luz semear,
de um povo triunfal.

De um destino com brio alcançado
colheremos mais frutos e flores;
porque é esse o sentido sagrado
das estrelas que coroam os Açores.

Para a frente, Açorianos!
Pela paz à terra unida.
Largos voos, com ardor, firmamos,
para que mais floresçam os ramos
da vitória merecida.

Para a frente! Lutar, batalhar
pelo passado imortal.
No futuro a luz semear,
de um povo triunfal.

segunda-feira, maio 12, 2008

Dia dos Açores

O Dia dos Açores foi instituído pelo parlamento açoriano em 1980 pelo Decreto Regional n.º 13/80/A, de 21 de Agosto.

A escolha da 2ª Feira do Espírito Santo (também conhecida por Dia do Bodo ou Dia da Pombinha), isto é a 2ª Feira a seguir à festa religiosa de Pentecostes, relaciona-se com as comemorações cristãs.

«Assim, porque é o mais popular dos dias festivos e de repouso e recreio em todo o arquipélago, entendeu o parlamento açoriano justo consagrá-lo legalmente como afirmação da identidade dos açorianos, da sua filosofia de vida e da sua unidade - base e justificação da autonomia política que lhes foi reconhecida e que orgulhosamente exercitam (prâmbulo do Decreto Regional n.º 13/80, de 21 de Agosto).»

Espírito Santo

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Bandeira da Beneficência – uma das duas da Vila de Rabo de Peixe.

O culto ao Divino Espírito Santo demonstra a espiritualidade e a fé do povo açoriano. Como tal faz parte do nosso Património Imaterial que deve ser preservado e conservado.
Por todas as ilhas dos Açores ele é vivido intensamente numa dádiva total à partilha do pão, da carne, do vinho, da massa sovada.

Em consequência desta grande celebração a 2ª Feira do Espírito Santo foi instituída como o Dia da Região Autónoma dos Açores. E passo a citar:

«O Dia da Região Autónoma dos Açores, instituído pelo Parlamento açoriano em 1980, celebra-se na segunda-feira do Espírito Santo.


Ao criar o Dia dos Açores, o Decreto Regional n.º 13/80/A, de 21 de Agosto, justificou a escolha da segunda-feira do Espírito Santo por aquele ser “o mais popular dos dias de repouso e recreio em toda a Região”.

O mesmo diploma lembra, ainda, que nas comemorações do Espírito Santo, cuja vitalidade se alarga a todos os núcleos de açorianos espalhados pelo Mundo, “se entrelaçam as mais nobres tradições cristãs com a celebração da Primavera, da vida, da solidariedade e da esperança”.»


Foto by: eu mesma

sexta-feira, maio 09, 2008

solos e aquíferos

Muito alarido se fez, e vão continuar a fazer, sobre a contaminação dos solos e dos aquíferos por estes lados dos Açores, mais propriamente na Ilha Terceira.

Verdadeira atitude foi a que eu ouvi na rádio, hoje ao final da tarde, nas declarações do Sr. Presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos Manuel Martins do Vale César, sobre essa questão. Sim senhor, atitude louvável, consciente, demonstrando toda a sua capacidade governativa, que sempre o acompanha e acompanhará.

Foram estas as suas palavras finais:
“veremos se houve, ou não, responsabilidades, ao longo de todo este processo, de alguma das partes, se houver responsabilidades, serão devidamente assumidas” – é desta natureza e estirpe que são feitos os grandes homens, é algo que lhes está nos genes.

Foi mais ou menos assim, pois eu estava no meu pópó a enfrentar a habitual fila de carros de 6ª feira final de dia e semana de trabalho. Com isto, estou com sérias dúvidas se aqueles semáforos são mesmo funcionais.

Chatice, vai na volta passamos a pagar um novo imposto camarário pelo tempo de permanência na via pública, algo tipo IAVPFT (Imposto sobre Automóveis na Via Pública em Filas de Transito).

Vá, tia Berta Cabral, não diga que não lhe dou ideias. Agora coloque a wireless nas Portas da Cidade.

terça-feira, maio 06, 2008

Acesso à Internet no centro histórico de Ponta Delgada

[622979]
ABRANCHES, Joaquim Cândido, 1830-1912 Praça do municipio [Visual gráfico / Abranches des. ; S. lith.. - [Ponta Delgada : Typ Manoel Corrêa Botelho, 1869] ([Lisboa] : Lith. de Lopes. - 1 gravura : litografia, aguarelada ; 10,8x16,2 cm (imagem sem letra). - Il. da obra do autor, "Álbum michaelense" (35 lito.)


A minha rica tia Berta Cabral, A Festeira, irá disponibilizar acesso gratuito à Internet, e para começar os lugares escolhidos para a implementação da rede wireless foram:

Largo da Matriz
Portas da Cidade
Praça do Município

Interessante é verificar que de entre estes três espaços apenas um possui condições. Ora imaginemos, de pé nas Portas da Cidade com um portátil na mão; ou então, sentada nos muritos da fonte da Praça do Município com o portátil na mão. Claro que sou uma pessoa que até adere aos equipamentos mais pequenos (aquele Qtek, agora HTC faz milagres), mas de qualquer forma não me estou a ver de pé nas Portas da Cidade de PALM na mão a consultar as previsões meteorológicas.

Vá, escolham outros dois novos espaços que os dois últimos só servirão para enterrar o erário público (agora lembrei-me da taxa camarária que tenho de pagar para poder ter a ADSL em minha casa, com um modem que é meu e utilizando a cabelagem PT).

Quero o meu pastel de nata.

segunda-feira, maio 05, 2008

Eu até gosto deste meu blog


Meio passado ou bem passado, pouco importa, eu até gosto deste meu blog. Tudo porque, ali no post sobre o 25 de Abril, é levantada uma pequena questão sobre se se deve ou não publicar (sim, que neste caso não dá para banir, uma vez que possuo moderação de comentário) comentários anónimos.


Eu cá sou pela paz,
pela família,
pelos amigos,
pela liberdade,
pelas salsichas com batata frita e ovo estrelado,
pela Coca-cola (mesmo que digam que faz mal ao estômago),
pela Pepsi-cola que é prima da anterior,
pelo beijo,
pelo abraço apertado,
pela saudade,
pelos telemóveis última geração,
por uma boa graçola,
por uma gargalhada franca,
por uma boa guitarrada,
pelo meu despertador,
pelo gelado de chocolate,
pelo café logo de manhã,
pelo priolo,
pelas baleias,
pela música do Roberto Carlos que me faz sempre escorrer uma lágrima pelo canto do olho (e agora já estou a recordar o Duo Ouro Negro – esta minha veia musical!!!),
pelo cagárro,
pelo bacalhau,
pelos animais em geral,
Eu até sou por mim mesma.

Pois, já me desviei da questão em si – os comentários anónimos - e se me desviei está desviado.

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domingo, maio 04, 2008

Ponta Delgada



E cá está uma linda imagem aérea da minha linda cidade.

Ainda lembro do tempo deste espaço exactamente assim.


Burnt Norton
I
"O tempo presente e o tempo passado
Estão ambos talvez presentes no tempo futuro,
E o tempo futuro contido no tempo passado.
Se todo o tempo é eternamente presente
Todo o tempo é irredimível.
O que podia ter sido é uma abstracção
Permanecendo possibilidade perpétua
Apenas num mundo de especulação.
O que podia ter sido e o que foi
Tendem para um só fim, que é sempre presente.
Ecoam passos na memória
Ao longo do corredor que não seguimos
Em direcção à porta que nunca abrimos[...]"


T.S. Elliot, Quatro Quartetos, Tradução de Maria Amélia Neto, 3ª edição, Edições Ática, 1983

sexta-feira, abril 25, 2008

25 de Abril


Interessante admiração essa do Presidente da República Portuguesa ao demonstrar admiração pelo conhecimento insuficiente dos Jovens Portugueses sobre a Revolução de Abril.

Será que este nosso Presidente conhece a realidade das nossas escolas e das nossas famílias?

É que fica difícil cumprir um programa curricular e dar a conhecer, com o aprofundamento necessário, factos da nossa história (que por natureza é densamente rica) nos tempos que correm.
Ora vejamos, do pouco que conheço, a Revolução de Abril é focada nos anos terminais, ou seja, 4º ano, 6º ano, 9º ano, sabendo que é um conteúdo do 3º período, sabendo que é neste período a preparação para exames, sabendo que o calor aperta demasiado (e as escolas, na sua maioria, não têm ar condicionado), sabendo que os professores têm de cumprir o programa (anos terminais, certo?), sabendo que estes mesmos professores tiveram de concluir o programa do ano anterior (pois o tempo atribuído às aulas de História não é o suficiente), como é que se quer que tal acontecimento seja dado com a profundidade necessária.

Passemos às famílias portuguesas, que tempo útil possuem para estar com os filhos? Se a classe trabalhadora sai de casa pela madrugada e regressa quase de noite, como é que estes pais conseguem dar o acompanhamento devido aos seus rebentos?

Nem me debruço mais sobre estes aspectos atendendo à noticia que li logo a seguir.

Então o nosso 1º Ministro, Sr. Eng. José Sócrates, pretende disponibilizar tempo aos jovens para os despertar para a política? E só toma essa decisão porque Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa está admirado com a insuficiência de conhecimento dos jovens portugueses sobre a Revolução de Abril? Os jovens precisam de mais, de muito mais.

Nestes meus trintas e poucos anos fiquei foi verdadeiramente revoltada e nem pretendo apontar o dedo a alguém. Só gostaria que parassem um pouco de demagogias e pensassem no pais real em que (sobre)vivemos.

quinta-feira, abril 24, 2008

Está de gritos

24 de Abril de 2008

SAÚDE: Dia sem preocupações; viverá este dia em plena harmonia e tranquilidade,pois energias positivas envolvem a conjuntura. Na saúde esteja atenta a problemas nas vias respiratórias.

AMOR: Poderá passar por um bom período sentimental. Parta para uma nova meta na vida; uma clarificação de sentimentos é primordial.

PROFISSÃO: Ponha no lugar algumas pessoas incompetentes, e faça valer as suas ideias e opiniões. Projectos a longo prazo, encontram-se sobre influência positiva.

quarta-feira, abril 23, 2008

If you were a sailboat

Am............................................ FM7
If you were a cowboy I would trail you,
Am ................................. FM7 ......................C
If you were a piece of wood I’d nail you to the floor.
Dm .............................G .............................. C
If you were a sailboat I would sail you to the shore.
If you were a river I would swim you,
If you were a house I would live in you all my days.
If you were a preacher I’d begin to change my ways.

Am......................... FM7
Sometimes I believe in fate,
..................................G
But the chances we create,
....................................FM7
Always seem to ring more true.
Dm ..................................... G
You took a chance on loving me,
...........................................C
I took a chance on loving you.


If I was in jail I know you’d spring me,
If I was a telephone you’d ring me all day long.
If I was in pain I know you’d sing me soothing songs.

Sometimes I believe in fate,
But the chances we create,
Always seem to ring more true.
You took a chance on loving me,
I took a chance on loving you.

If I was hungry you would feed me,
If I was in darkness you would lead me to the light.
If I was a book I know you’d read me every night.

If you were a cowboy I would trail you,
If you were a piece of wood I’d nail you to the floor.
If you were sailboat I would sail you to the shore.
If you were sailboat I would sail you to the shore.
If you were sailboat I would sail you to the shore.


Katie Melua

sexta-feira, abril 18, 2008

Em jeito de...

Foi mesmo uma daquelas semanas, nem quero acreditar que hoje é 6ª Feira!, ainda estou para saber como é que ontem foi 2ª Feira.
Mas que foi uma semana em grande lá isso foi.
O Sporting ganhou ao Benfica, por uns incríveis 5 – 3.
O Menezes demitiu-se do PSD, e ao que me parece, devido a uma forte dor de cabeça.
Não apanhei nenhuma multa de estacionamento.
Os cafés nem foram maus, exceptuando-se o de hoje de manhã que nem me lembro bem o motivo de o ter tomado só depois das 10:30 (eu até sei, mas prefiro nem dizer).
E neste momento tenho dois portáteis ligados, pois ainda quero ver porque motivo um documento em excel não quer abrir (prevejo um lindo fim-de-semana).
Já agora, alguém viu onde coloquei aquela webcam de colocar nos portáteis? Queria mesmo experimentar com aquela coisa nova que a malta da informática deu para todos nós.

Mais tarde virei escrever algo mais decente, pois por ora só me sai isto.

Lamento...

P.S.: A quem souber da tal webcam agradece-se a informação em troca de uma recompensa.

Garfield


quarta-feira, abril 16, 2008

Desejo

"Desejo a você...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel...
E muito carinho meu."


Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, abril 09, 2008

AJURPE

Palavras para quê?
Esta iniciativa da Associação Juvenil de Rabo de Peixe é de louvar.
Deixo aqui o registo e felicito-os.

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Foto by: eu mesma

sexta-feira, abril 04, 2008

terça-feira, abril 01, 2008

Soma

O que o teu amor me dá:

a pérola no centro,
a exacta e pequena pérola
por onde a luz se esvai,
num fechar de olhos,
entre nós.

E o riso tão inesperado
nesse campo de cansaço
em que o repouso
cresce, trazendo a razão
aos braços da loucura.

Os teus olhos onde
os meus mergulham, lago
manso da tarde que
empurramos, à janela,
até o dia inteiro
ser madrugada.

E ver-te acordar, como
o brilho que salta de antigas
colinas e se espalha
por frescos lençóis de
onde te roubo, abrindo
a manhã.


JÚDICE, Nuno, O Estado dos Campos