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Foto by: eu mesma
abraço
afago
balanço
aconchego
magia
fronteira
partida
chegada
. Caminhando "Fiel à República, à liberdade, à democracia, ao socialismo e, sobretudo, fiel a Portugal e ao povo português" Manuel alegre .


2008
Foto by: eu mesma
Primeiro pensei que havia nevado durante a madrugada, coisa que até seria de estranhar nos tempos que correm, mas, enfim, quem poderá afirmar que durante o mês de Agosto, aqui nesta minha cidade, jamais neverá? Vá? Digam assim “JAMAIS NEVARÁ”. Depois reflecti melhor, e olhando com “olhos de gente” reparei que aquilo tinha sido obra de chicos espertos.
Tiras, e mais tiras de papel por todo o lado. No chão, no carro.
Reparem bem que até se deram ao trabalho de ir ao ponto do papel, retirar o saco de plástico (ainda deixado ali no chão) e atirar por cima da viatura os ditos papéis de “festejo”.
Das duas três: ou foi uma brincadeira de muito mau gosto, ou foi uma brincadeira de muito mau gosto.
Continuando (sim, no gerundio, pois é algo bem micaelense), já eram 8:46 am e ainda não se via viva alma que desse conta daquele lixo. Será que a recolha selectiva não passou ontem? Ou será que colocaram os papéis triturados muito tarde? Estou mais inclinada pela primeira hipótese.
Concluindo (hoje estou mesmo com esta coisa de regresso às origens), após esta imagem lá fui eu tomar o meu café e, à custa dessa, andei com gosto a papel na boca o resto da manhã.
" Eu gosto é do Verão


Agora lembrei da Camila, aquela aranhiça simpática que habitava no espelho retrovisor esquerdo do meu carro. Tenho tantas saudades dela, mas tantas mesmo. É que eu até já a tratava por Camilinha, de tão íntimas que nos tínhamos tornado. Não sei o que se passou com ela, o que sei foi que um dia olhei para o espelho e intriguei-me de não ver novamente aquela teia a formar-se. Na altura pensei que deveria de estar a fazer algo pelo lado de dentro do espelho e que depois apareceria.


Um pequeno exercício de memória.
O Dia dos Açores foi instituído pelo parlamento açoriano em 1980 pelo Decreto Regional n.º 13/80/A, de 21 de Agosto.
Bandeira da Beneficência – uma das duas da Vila de Rabo de Peixe.
O culto ao Divino Espírito Santo demonstra a espiritualidade e a fé do povo açoriano. Como tal faz parte do nosso Património Imaterial que deve ser preservado e conservado.
Por todas as ilhas dos Açores ele é vivido intensamente numa dádiva total à partilha do pão, da carne, do vinho, da massa sovada.
Em consequência desta grande celebração a 2ª Feira do Espírito Santo foi instituída como o Dia da Região Autónoma dos Açores. E passo a citar:
«O Dia da Região Autónoma dos Açores, instituído pelo Parlamento açoriano em 1980, celebra-se na segunda-feira do Espírito Santo.
Ao criar o Dia dos Açores, o Decreto Regional n.º 13/80/A, de 21 de Agosto, justificou a escolha da segunda-feira do Espírito Santo por aquele ser “o mais popular dos dias de repouso e recreio em toda a Região”.
O mesmo diploma lembra, ainda, que nas comemorações do Espírito Santo, cuja vitalidade se alarga a todos os núcleos de açorianos espalhados pelo Mundo, “se entrelaçam as mais nobres tradições cristãs com a celebração da Primavera, da vida, da solidariedade e da esperança”.»
Foto by: eu mesma
Foram estas as suas palavras finais:
[622979]

E cá está uma linda imagem aérea da minha linda cidade.
Ainda lembro do tempo deste espaço exactamente assim.
Burnt Norton
I
"O tempo presente e o tempo passado
Estão ambos talvez presentes no tempo futuro,
E o tempo futuro contido no tempo passado.
Se todo o tempo é eternamente presente
Todo o tempo é irredimível.
O que podia ter sido é uma abstracção
Permanecendo possibilidade perpétua
Apenas num mundo de especulação.
O que podia ter sido e o que foi
Tendem para um só fim, que é sempre presente.
Ecoam passos na memória
Ao longo do corredor que não seguimos
Em direcção à porta que nunca abrimos[...]"
T.S. Elliot, Quatro Quartetos, Tradução de Maria Amélia Neto, 3ª edição, Edições Ática, 1983

Foi mesmo uma daquelas semanas, nem quero acreditar que hoje é 6ª Feira!, ainda estou para saber como é que ontem foi 2ª Feira.
Mas que foi uma semana em grande lá isso foi.
O Sporting ganhou ao Benfica, por uns incríveis 5 – 3.
O Menezes demitiu-se do PSD, e ao que me parece, devido a uma forte dor de cabeça.
Não apanhei nenhuma multa de estacionamento.
Os cafés nem foram maus, exceptuando-se o de hoje de manhã que nem me lembro bem o motivo de o ter tomado só depois das 10:30 (eu até sei, mas prefiro nem dizer).
E neste momento tenho dois portáteis ligados, pois ainda quero ver porque motivo um documento em excel não quer abrir (prevejo um lindo fim-de-semana).
Já agora, alguém viu onde coloquei aquela webcam de colocar nos portáteis? Queria mesmo experimentar com aquela coisa nova que a malta da informática deu para todos nós.
Mais tarde virei escrever algo mais decente, pois por ora só me sai isto.
Lamento...
P.S.: A quem souber da tal webcam agradece-se a informação em troca de uma recompensa.

Foto by: eu mesma

Ainda estou a meditar sobre os novos pecados capitais apresentados na orientação do Arcebispo Gianfranco Girotti.
Ora vejamos, éramos 7
1-Gula
2-Luxúria
3-Avareza
4-Ira
5-Soberba
6-Vaidade
7-Preguiça
Eu com estes posso bem, pois até considero-me uma pessoa cumpridora das leis da Igreja, se bem que por vezes salta-me a tampa, mas isso não significa que esteja irada; ou mesmo quando como mais um “cadinho” confesso que não é por gula, é por que deitar ao lixo comida tão boa, enquanto milhares de pessoas passam fome, não seria justo, muito menos correcto.
Está certo, Está certo, gosto bastante de me ver ao espelho, e até nem sou assim tão gira.
Quanto à preguiça que eu sinto é à 2ª feira de manhã, ao que penso, essa não deve contar.

Entre as máquinas está um golfinho a sorrir para a câmara fotográfica.
Vista superior (CMPD)
Para mais, convém referir que há obras que me atrapalham e outras que nem tanto.
Esta inclinação é para ver se os autocarros começam a passar mais devagar.
Ora vejamos, a nova paisagem oferecida pela SRHE não implicou que eu deixasse de passear as rodas do meu carro pela avenida. Contudo, já as obras da CMPD, para além de me impedirem de passar pela avenida ainda congestionaram a circulação de viaturas na baixa da cidade.
Convenhamos que os percursos alternativos são caóticos, e isto para nem falar dos autocarros que impõem algum respeito, não só pelo tamanho, como também, pela velocidade com que passam por mim.
Estou aqui a pensar como reagiria se tivesse mais de 70 anos e necessitasse de utilizar a minha viatura para me deslocar à baixa. Sim, porque tenho de ir fazer umas análises clínicas, e aproveito gasto a pensão na farmácia mais perto, e porque o meu médico de família tem o consultório naquela rua estreita em que sempre enfio a bengala no empedrado mal colocado, e para aproveitar e levantar a encomenda com os produtos de 1ª necessidade que o meu enteado me manda por correio, que por ter mais de 2kg o carteiro não pode deixar em casa, e que se viesse para entregar ao domicílio seria muito mais caro e o meu enteado optava por não colocar a farinha com a qual faço o pão ao longo do mês.
Mas voltando à avenida. Agradeço à alma caridosa que me enviou algumas fotos sobre este espaço que durante anos foi de eleição para muitos e, penso, que voltará a ser para mais alguns.
Confesso que esta é a terceira vez que tento escrever algo para colocar aqui no blog, e que as outras duas tive mesmo de apagar por uma questão de bom senso.
Não sei bem o que se passa, mas parece que me falta algo.
Parece-me que aquela minha falta de jeito anda a querer apoderar-se de mim mais uma vez.
Tenho andado a reflectir um pouco sobre tudo, e, claro, o resultado não poderia ser outro, uma grande confusão. Vá, quem me manda a mim tentar pensar um pouco sobre tudo? (Agora ali no lugar do “mim” provavelmente deveria ter escrito um “eu”, mas deixo isso à consideração de quem lê.)
Já não basta quando penso um pouco sobre um pouco? E mesmo assim parece que endoideço. Quem mandou pensar sobre tudo?
Facto recente é que a rua que atrapalhava o meu percurso diário está quase, mas quase, novamente operacional. Porém, parece que deverá levar mais uns quatro meses só para fazer as passadeiras, e agora estão com a mania de as fazerem em empedrado. Fica giro, é certo, mas estão a demorar um pouco para além da conta, não acham? Talvez quando as recuperações do nosso Museu terminarem as passadeiras já lá estarão. Quem sabe? Talvez.
Estou um pouco cansada de ver esta minha cidade de pernas ao ar. São buracos por todos os lados. Ruas esburacadas, travessas esburacadas, até a avenida está esburacada. (Mas sobre a avenida ficará para mais tarde.)
Não vejo o dia de ter a minha cidade devolta a mim, a nós. (Estava a ser um pouco egoísta.) Já nem consigo lembrar de como era antes e isto não é nada bom. Se tivesse presente essa imagem de antes poderia muito mais facilmente absorver a nova imagem que lhe querem dar.
Agora lembrei de uma música dos Tunídeos:
“Longe de ti não sei viver
Minha pacata cidade
Onde aprendi a crescer
Também a sentir saudade
Dos amores que eu vivi
Nesta vida amargurada
Nenhum se compara a ti
Ó doce Ponta Delgada”





