sexta-feira, julho 25, 2008

" Eu gosto é do Verão
de Passear de prancha na mão
Saltarmos e rirmos na praia
Nadar e apanhar um escaldão"

Fica assim um pouco difícil de entender e cantarolar a música com estas coisas dos factores de protecção, cremes e creminhos. Verão sem escaldão é assim como o Mar sem Bacalhau. Seria impossível existir o mar sem o bacalhau, pois, caso não o saibam, o bacalhau é que faz da água do mar aquela aguinha salgada. Vá, agora imaginem o mar sem aquele sabor?! Impossível, não?!

Estou de férias desde 3ª Feira e apanhei um escaldão, assim tipo sem querer quase querendo.
Facto é que estive a limpar a piscina (coisa que até nem correu mal com as instruções e acompanhamento do meu lindo cunhado) e não coloquei qualquer protecção. Depois foram passando as horas e zás, estava escaldada (e bem que a minha sister me colocou um pouco de creme - mas de pouco valeu).

O que importa é que não doeu assim muito e as férias estão a acabar (as de agora).

segunda-feira, julho 21, 2008

...

Recados Para Orkut - RecadosOnline.com

Venham daí as férias, nem que sejam apenas 4 dias.

sábado, julho 19, 2008

...

EM MANUTENÇÃO
ESPERO SER BREVE


sábado, julho 12, 2008

Bolo de pé de torresmos

Adoro bolo de pé de torresmos,
e hoje é dia do Espírito Santo da minha rica tia Berta, a Festeira.
Sei que andam lá pela baixa naquele corre corre das sopas, prato para cá e prato para lá, mais pão aqui e outro para ali.
A verdade é que eu jamais percebi o porquê de tanto empenho, por parte da minha rica tia, em realizar esta festa, mas provavelmente é coisa que não tenha de compreender. E, vendo bem, até é coisa lá do seu cognome. Mas, enfim, lá vai ela toda gira no carro a distribuir as carnes e afins.

Bem, mas o que eu gosto mesmo é de bolo de pé de torresmo. Uns bolinhos pequeninos, do tamanho de uma tangerina, e zás, dentro com eles, pois são é bons na barriga.

Aqui fica a receita do Bolo de Pé de Torresmo:
Ingredientes:
750 g de farinha de trigo ;
250 g farinha de milho ;
1 chávena de pé de torresmos (bem cheia) ; ;
1 chávena de açúcar ;
6 ovos ;
1 colher de sopa de manteiga ;
2 colheres de sopa de fermento em pó ;
leite
Confecção:
Misturam-se todos os ingredientes e amassam-se com leite, a que se juntou um pouco de água morna. Molda-se a massa em bolinhos redondos do tamanho de uma tangerina e levam-se a cozer em forno quente.
Pé de torresmo é o resíduo dos torresmos.

fonte primária: Editorial Verbo
Fonte: Roteiro Gastronómico

segunda-feira, julho 07, 2008

Marc Chagall

A Google oferece-nos!




Nú sobre Vitebsk, 1933
Colecção privada
Óleo

quarta-feira, junho 25, 2008

Urgentemente

É urgente o Amor,
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros,
e a luz impura até doer.
É urgente o amor,
É urgente permanecer.


Eugénio de Andrade

terça-feira, junho 24, 2008

"Que nenhuma estrela queime o teu perfil
Que nenhum deus se lembre do teu nome
Que nem o vento passe onde tu passas.

Para ti criarei um dia puro
Livre como o vento e repetido
Como o florir das ondas ordenadas."


Sophia de Mello Breyner Andresen

quinta-feira, junho 19, 2008

As coisas que me mandam para ler

CAPUCHINHO VERMELHO
(Versão Acordo Ortográfico de 2058)


«Quem não se lembrar da história é bom relê-la........
E arranjar um tradutor para o resto............


Tás a ver uma dama com um gorro vermelho? Yah, essa cena! A pita foi obrigada pela kota dela a ir à toca da velha levar umas cenas, pq a velha tava a bater mal, tázaver? E então disse-lhe:


- Ouve, nem te passes! Népia dessa cena de ires pelo refundido das árvores, que salta-te um meco marado dos cornos para a frente e depois tenho a bófia à cola!


Pá, a pita enfia a carapuça e vai na descontra pela estrada, mas a toca da velha era bué longe, e a pita cagou na cena da kota dela e enfiou-se pelo bosque. Népia de mitra, na boa e tal, curtindo o som do iPod...


É então que, ouve lá, salta um baita dog marado, todo chinado e bué ugly mêmo, que vira-se pa ela e grita:

- Yoo, tá td? Dd tc?

- Tásse... do gueto ali! E tu... tásse? - Disse a pita.

- Yah! E atão, q se faz?

- Seca, man! Vou levar o pacote à velha que mora ao fundo da track, que tá kuma moka do camano!

- Marado, marado!... Bute ripar uma até lá?

- Epá, má onda, tázaver? A minha cota não curte dessas cenas e põe-me de pildra se me cata...

- Dasse, a cota não tá aqui, dama! Bute ripar até à casa da tua velha, até te dou avanço, só naquela da curtição. Sem guita ao barulho nem nada.

- Yah prontes, na boa. Vais levar um baile katéte passas!!!

E lá riparam. Só que o dog enfiou-se por um short no meio do mato e chegou à toca da velha na maior, com bué avanço, tázaver? Manda um toque na porta, a velha 'quem é e o camano' e ele 'ah e tal, e não sei quê, que eu sou a pita do gorro vermelho, e na na na...'.

A velha abre a porta e PIMBA, o dog papa-a toda... Mas mesmo, abre a bocarra e o camano e até chuchou os dedos...

O mano chega, vai ao móvel da velha, saca uma shirt assim mêmo à velha que a meca tinha lá, mete uns glasses na tromba e enfia-se no VL... o gajo tava bué abichanado mêmo, mas a larica era muita e a pita era à maneira, tásaver?

A pita chega, e tal, e malha na porta da velha.:

- Basa aí cá pa dentro! - Grita o dog.

- Yo velhita, tásse?

- Tásse e tal, cuma moca do camâno... mas na boa...

- Toma esta cena, pa mamares-te toda aí...

- Bacano, pa ver se trato esta cena.

- Pá, mica uma cena, pa ké esses baita olhos, man?

- Pá, pa micar melhor a cena, tázaver?

- Yah, yah... E os abanos, bué da bigs, pa ke é?

- Pá, pa poder controlar melhor a cena à volta, tázaver?

- Yah, bacano... e essa cremalheira toda janada e bué big? Pa que é a cena?

- É PA CHINAR ESSE CORPO TODO!!! GRRRRRRRR!!!!


E o dog manda-se à pita, naquela mêmo de a engolir, né? Só que a pita dá-lhe à brava na capoeira e saca um back-kick mesmo directo aos tomates do man e basa porta fora! Vai pela rua aos berros e tal, o dog vem atrás e dá-lhe um ganda-baite, pimba, mêmo nas nalgas, e quando vai pa engolir a gaja aparece um meco daqueles que corta as cenas cum serrote, saca de machado e afinfa-lhe mêmo nos cornos. O dog kinou logo ali, o mano china a belly do dog e saca de lá a velha toda cheia da nhanha.

Ina man, e a malta a gregoriar-se toda!!!

E prontes, já tá...»


(Autor desconhecido)
Amavelmente oferecido por Paula

quinta-feira, junho 12, 2008














"Digam que foi mentira, que não sou ninguém,
que atravesso apenas ruas da cidade abandonada
fechada como boca onde não encontro nada:
não encontro respostas para tudo o que pergunto nem
na verdade pergunto coisas por aí além
Eu não vivi ali em tempo algum "

Ruy Belo

segunda-feira, junho 09, 2008


Quero hastear a bandeira

Pelas mães deste país
que lutam diariamente para colocar comida nos pratos dos seus filhos
que ao fim de um dia de mais de 8 horas de trabalho só têm pão duro para lhes dar
que restou de ontem

Pelos jovens deste país
que mesmo perante todas as incertezas
lutam por um conhecimento
que lhes permita um futuro mais promissor

Por todos aqueles
que deixam na farmácia o seu rendimento
o pouco que recebem
só porque não lhes prescreveram genéricos

Por todos aqueles
que mesmo perante as adversidades
ainda acreditam neste meu, nosso Portugal

Quero hastear a bandeira por tanto mais

Mas não quero hastear a minha bandeira apenas por uma selecção

terça-feira, junho 03, 2008

pois...

Recados Para Orkut


Agora estou à espera para ver o que irá acontecer.

A verdade é que está a faltar o tempo e a inspiração (para não falar daquela já minha, vossa conhecida, falta de jeito com as palavras).

As Portas do Mar estão para breve e não vejo a hora de lá colocar os pés, nem que seja só por uma vez.

Ah, é verdade! Este fim-de-semana que se passou fui comer, pela primeira vez, àquela coisa do donnalds, o Mac, acho eu.

O pessoal amigo pensou em ir jantar assim tipo fora, assim tipo fora de casa de qualquer um e que não fosse no quintal de um qualquer. E daí até alguém se ter lembrado de ir lá aquele sítio foi rápido. Acima de tudo como forma de ajudar uma de nós a recuperar as calorias perdidas lá na caminhada que anda a fazer para os lados da Avenida Marginal (obrigada ti Berta, A Festeira).

Por falar em caminhada, será que aquilo tem os efeitos que dizem ter?

É que estou com alguma preocupação.

Ora vejamos, muitas pessoas a fazem caminhadas ao fim do dia de trabalho. Depois lembro-me que as árvores, e restantes seres “clorofílicos” (que palavra de bonita, certo?), ao fim do dia libertam monóxido de carbono, ou algo do género.

E com este pensamento estou mesmo preocupada. Não quero os meus amigos a fazerem essas coisas à noite. Vá fiquem em casa se faz favor, ou então caminhem à procura de um lugar cheio de fumo e conscientes disso, pois ao que me parece irá dar no mesmo.

sexta-feira, maio 30, 2008

Fim-de-semana

Finalmente fim-de-semana.
E mais uma semana de loucos.
Ainda estou à espera do capacete de bombeiro, daqueles dos que não o fazem por voluntariado, mas sim por carreira – os destes devem ser diferente, e se não forem deviam-no de ser.

É verdade, caiu o tecto lá para os lados da casa da minha querida tia Berta Cabral, A Festeira. Mas isso foi ontem, já não é notícia, certo? Mas também não importa, que eu não faço jornalismo.

Num dia desta semana (que não foi nem 2ª Feira, nem 3ª Feira, nem 5ª Feira, nem 6ª Feira) dei boleia a uma vespa até ao centro da cidade. Pensei que poderia ser a abelha Maia, mas quando olhei mais de perto confirmei que era uma vespita ainda jovem. É, estava eu a conduzir quando olhei para o vidro e vi a dita. E pronto lá comecei a conduzir mais devagar para ver se não lhe partia as asas, a sorte é que quando dei pelo facto não vinham carros atrás e livrei-me de umas boas buzinadelas.
Quando parei o carro reparei que ela se mantinha imóvel lá no vidro e até pensei que tinha morrido, tipo morrido de susto. Facto é que regressei com o papelito do parquímetro e ela lá se mantinha. Pensei de mim para mim, se não morreu deve de estar a tentar recuperar o fôlego.
Lá coloquei o dito papel dentro do carro e quando olhei, novamente, a vespita já havia batido asas. Confesso que fiquei um pouco triste. Já me estava a imaginar a adoptar a pequenita, mas ela foi-se.

Agora lembrei da Camila, aquela aranhiça simpática que habitava no espelho retrovisor esquerdo do meu carro. Tenho tantas saudades dela, mas tantas mesmo. É que eu até já a tratava por Camilinha, de tão íntimas que nos tínhamos tornado. Não sei o que se passou com ela, o que sei foi que um dia olhei para o espelho e intriguei-me de não ver novamente aquela teia a formar-se. Na altura pensei que deveria de estar a fazer algo pelo lado de dentro do espelho e que depois apareceria.
Mas não. Passaram-se mais dias e nada. Nada de Camila. E uma semana passou-se e nada. Nada mesmo.
Então tive de aceitar que ela tinha ido embora. Tinha escolhido outro lugar para habitar que não aquele frio espelho retrovisor direito do meu carro.

E agora o grande vencedor(a) do concurso “As diferenças – A saga continua”

O grande prémio vai para...
Vai para...
Para mim que quase tinha uma grande ideia.

O outro grande prémio vai para quem conseguiu ver a formiga que está em cima do donnut de “As diferenças #2”

Pode não ter lógica, mas fica assim mesmo.

Alguém já viu um cagárro este ano?

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Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.

sexta-feira, maio 23, 2008

pois...

Tenho dias que é sempre assim. Ainda mal me levantei já estou a cair.

Recados Para Orkut

Mas também não podem dizer que eu não tenho queda para a coisa.

E como sou muito teimosa levanto-me sempre, ou, pelo menos, vou tentando sempre.

Do mal o menos...

segunda-feira, maio 19, 2008

As diferenças #2


A persistência da Memória
Salvador Dali



http://segredos.blogs.sapo.pt/


E a saga continua.

sexta-feira, maio 16, 2008

As diferenças


A persistência da Memória
Salvador Dali



http://www.garfieldposters.com/


Um pequeno exercício de memória.

terça-feira, maio 13, 2008

O TEU RISO

"Tira-me o pão, se quizeres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas as portas da vida."



In: NERUDA, Pablo, Os Versos do Capitão, trad. Albano Martins, Campo das Letras, Editores S.A.

Hino dos Açores

Como forma de responder a um pedido tão amavelmente solicitado aqui está. Mais se informa que seguindo o link do título pode-se aceder à música (e assim cantarolar).

A letra é de Natália Correia
A música de Joaquim Lima

Deram frutos a fé e a firmeza
no esplendor de um cântico novo:
os Açores são a nossa certeza
de traçar a glória de um povo.

Para a frente! Em comunhão,
pela nossa autonomia.
Liberdade, justiça e razão
estão acesas no alto clarão
da bandeira que nos guia.

Para a frente! Lutar, batalhar
pelo passado imortal.
No futuro a luz semear,
de um povo triunfal.

De um destino com brio alcançado
colheremos mais frutos e flores;
porque é esse o sentido sagrado
das estrelas que coroam os Açores.

Para a frente, Açorianos!
Pela paz à terra unida.
Largos voos, com ardor, firmamos,
para que mais floresçam os ramos
da vitória merecida.

Para a frente! Lutar, batalhar
pelo passado imortal.
No futuro a luz semear,
de um povo triunfal.

segunda-feira, maio 12, 2008

Dia dos Açores

O Dia dos Açores foi instituído pelo parlamento açoriano em 1980 pelo Decreto Regional n.º 13/80/A, de 21 de Agosto.

A escolha da 2ª Feira do Espírito Santo (também conhecida por Dia do Bodo ou Dia da Pombinha), isto é a 2ª Feira a seguir à festa religiosa de Pentecostes, relaciona-se com as comemorações cristãs.

«Assim, porque é o mais popular dos dias festivos e de repouso e recreio em todo o arquipélago, entendeu o parlamento açoriano justo consagrá-lo legalmente como afirmação da identidade dos açorianos, da sua filosofia de vida e da sua unidade - base e justificação da autonomia política que lhes foi reconhecida e que orgulhosamente exercitam (prâmbulo do Decreto Regional n.º 13/80, de 21 de Agosto).»

Espírito Santo

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Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.


Bandeira da Beneficência – uma das duas da Vila de Rabo de Peixe.

O culto ao Divino Espírito Santo demonstra a espiritualidade e a fé do povo açoriano. Como tal faz parte do nosso Património Imaterial que deve ser preservado e conservado.
Por todas as ilhas dos Açores ele é vivido intensamente numa dádiva total à partilha do pão, da carne, do vinho, da massa sovada.

Em consequência desta grande celebração a 2ª Feira do Espírito Santo foi instituída como o Dia da Região Autónoma dos Açores. E passo a citar:

«O Dia da Região Autónoma dos Açores, instituído pelo Parlamento açoriano em 1980, celebra-se na segunda-feira do Espírito Santo.


Ao criar o Dia dos Açores, o Decreto Regional n.º 13/80/A, de 21 de Agosto, justificou a escolha da segunda-feira do Espírito Santo por aquele ser “o mais popular dos dias de repouso e recreio em toda a Região”.

O mesmo diploma lembra, ainda, que nas comemorações do Espírito Santo, cuja vitalidade se alarga a todos os núcleos de açorianos espalhados pelo Mundo, “se entrelaçam as mais nobres tradições cristãs com a celebração da Primavera, da vida, da solidariedade e da esperança”.»


Foto by: eu mesma

sexta-feira, maio 09, 2008

solos e aquíferos

Muito alarido se fez, e vão continuar a fazer, sobre a contaminação dos solos e dos aquíferos por estes lados dos Açores, mais propriamente na Ilha Terceira.

Verdadeira atitude foi a que eu ouvi na rádio, hoje ao final da tarde, nas declarações do Sr. Presidente do Governo Regional dos Açores, Carlos Manuel Martins do Vale César, sobre essa questão. Sim senhor, atitude louvável, consciente, demonstrando toda a sua capacidade governativa, que sempre o acompanha e acompanhará.

Foram estas as suas palavras finais:
“veremos se houve, ou não, responsabilidades, ao longo de todo este processo, de alguma das partes, se houver responsabilidades, serão devidamente assumidas” – é desta natureza e estirpe que são feitos os grandes homens, é algo que lhes está nos genes.

Foi mais ou menos assim, pois eu estava no meu pópó a enfrentar a habitual fila de carros de 6ª feira final de dia e semana de trabalho. Com isto, estou com sérias dúvidas se aqueles semáforos são mesmo funcionais.

Chatice, vai na volta passamos a pagar um novo imposto camarário pelo tempo de permanência na via pública, algo tipo IAVPFT (Imposto sobre Automóveis na Via Pública em Filas de Transito).

Vá, tia Berta Cabral, não diga que não lhe dou ideias. Agora coloque a wireless nas Portas da Cidade.

terça-feira, maio 06, 2008

Acesso à Internet no centro histórico de Ponta Delgada

[622979]
ABRANCHES, Joaquim Cândido, 1830-1912 Praça do municipio [Visual gráfico / Abranches des. ; S. lith.. - [Ponta Delgada : Typ Manoel Corrêa Botelho, 1869] ([Lisboa] : Lith. de Lopes. - 1 gravura : litografia, aguarelada ; 10,8x16,2 cm (imagem sem letra). - Il. da obra do autor, "Álbum michaelense" (35 lito.)


A minha rica tia Berta Cabral, A Festeira, irá disponibilizar acesso gratuito à Internet, e para começar os lugares escolhidos para a implementação da rede wireless foram:

Largo da Matriz
Portas da Cidade
Praça do Município

Interessante é verificar que de entre estes três espaços apenas um possui condições. Ora imaginemos, de pé nas Portas da Cidade com um portátil na mão; ou então, sentada nos muritos da fonte da Praça do Município com o portátil na mão. Claro que sou uma pessoa que até adere aos equipamentos mais pequenos (aquele Qtek, agora HTC faz milagres), mas de qualquer forma não me estou a ver de pé nas Portas da Cidade de PALM na mão a consultar as previsões meteorológicas.

Vá, escolham outros dois novos espaços que os dois últimos só servirão para enterrar o erário público (agora lembrei-me da taxa camarária que tenho de pagar para poder ter a ADSL em minha casa, com um modem que é meu e utilizando a cabelagem PT).

Quero o meu pastel de nata.

segunda-feira, maio 05, 2008

Eu até gosto deste meu blog


Meio passado ou bem passado, pouco importa, eu até gosto deste meu blog. Tudo porque, ali no post sobre o 25 de Abril, é levantada uma pequena questão sobre se se deve ou não publicar (sim, que neste caso não dá para banir, uma vez que possuo moderação de comentário) comentários anónimos.


Eu cá sou pela paz,
pela família,
pelos amigos,
pela liberdade,
pelas salsichas com batata frita e ovo estrelado,
pela Coca-cola (mesmo que digam que faz mal ao estômago),
pela Pepsi-cola que é prima da anterior,
pelo beijo,
pelo abraço apertado,
pela saudade,
pelos telemóveis última geração,
por uma boa graçola,
por uma gargalhada franca,
por uma boa guitarrada,
pelo meu despertador,
pelo gelado de chocolate,
pelo café logo de manhã,
pelo priolo,
pelas baleias,
pela música do Roberto Carlos que me faz sempre escorrer uma lágrima pelo canto do olho (e agora já estou a recordar o Duo Ouro Negro – esta minha veia musical!!!),
pelo cagárro,
pelo bacalhau,
pelos animais em geral,
Eu até sou por mim mesma.

Pois, já me desviei da questão em si – os comentários anónimos - e se me desviei está desviado.

Creative Commons License

domingo, maio 04, 2008

Ponta Delgada



E cá está uma linda imagem aérea da minha linda cidade.

Ainda lembro do tempo deste espaço exactamente assim.


Burnt Norton
I
"O tempo presente e o tempo passado
Estão ambos talvez presentes no tempo futuro,
E o tempo futuro contido no tempo passado.
Se todo o tempo é eternamente presente
Todo o tempo é irredimível.
O que podia ter sido é uma abstracção
Permanecendo possibilidade perpétua
Apenas num mundo de especulação.
O que podia ter sido e o que foi
Tendem para um só fim, que é sempre presente.
Ecoam passos na memória
Ao longo do corredor que não seguimos
Em direcção à porta que nunca abrimos[...]"


T.S. Elliot, Quatro Quartetos, Tradução de Maria Amélia Neto, 3ª edição, Edições Ática, 1983

sexta-feira, abril 25, 2008

25 de Abril


Interessante admiração essa do Presidente da República Portuguesa ao demonstrar admiração pelo conhecimento insuficiente dos Jovens Portugueses sobre a Revolução de Abril.

Será que este nosso Presidente conhece a realidade das nossas escolas e das nossas famílias?

É que fica difícil cumprir um programa curricular e dar a conhecer, com o aprofundamento necessário, factos da nossa história (que por natureza é densamente rica) nos tempos que correm.
Ora vejamos, do pouco que conheço, a Revolução de Abril é focada nos anos terminais, ou seja, 4º ano, 6º ano, 9º ano, sabendo que é um conteúdo do 3º período, sabendo que é neste período a preparação para exames, sabendo que o calor aperta demasiado (e as escolas, na sua maioria, não têm ar condicionado), sabendo que os professores têm de cumprir o programa (anos terminais, certo?), sabendo que estes mesmos professores tiveram de concluir o programa do ano anterior (pois o tempo atribuído às aulas de História não é o suficiente), como é que se quer que tal acontecimento seja dado com a profundidade necessária.

Passemos às famílias portuguesas, que tempo útil possuem para estar com os filhos? Se a classe trabalhadora sai de casa pela madrugada e regressa quase de noite, como é que estes pais conseguem dar o acompanhamento devido aos seus rebentos?

Nem me debruço mais sobre estes aspectos atendendo à noticia que li logo a seguir.

Então o nosso 1º Ministro, Sr. Eng. José Sócrates, pretende disponibilizar tempo aos jovens para os despertar para a política? E só toma essa decisão porque Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa está admirado com a insuficiência de conhecimento dos jovens portugueses sobre a Revolução de Abril? Os jovens precisam de mais, de muito mais.

Nestes meus trintas e poucos anos fiquei foi verdadeiramente revoltada e nem pretendo apontar o dedo a alguém. Só gostaria que parassem um pouco de demagogias e pensassem no pais real em que (sobre)vivemos.

quinta-feira, abril 24, 2008

Está de gritos

24 de Abril de 2008

SAÚDE: Dia sem preocupações; viverá este dia em plena harmonia e tranquilidade,pois energias positivas envolvem a conjuntura. Na saúde esteja atenta a problemas nas vias respiratórias.

AMOR: Poderá passar por um bom período sentimental. Parta para uma nova meta na vida; uma clarificação de sentimentos é primordial.

PROFISSÃO: Ponha no lugar algumas pessoas incompetentes, e faça valer as suas ideias e opiniões. Projectos a longo prazo, encontram-se sobre influência positiva.

quarta-feira, abril 23, 2008

If you were a sailboat

Am............................................ FM7
If you were a cowboy I would trail you,
Am ................................. FM7 ......................C
If you were a piece of wood I’d nail you to the floor.
Dm .............................G .............................. C
If you were a sailboat I would sail you to the shore.
If you were a river I would swim you,
If you were a house I would live in you all my days.
If you were a preacher I’d begin to change my ways.

Am......................... FM7
Sometimes I believe in fate,
..................................G
But the chances we create,
....................................FM7
Always seem to ring more true.
Dm ..................................... G
You took a chance on loving me,
...........................................C
I took a chance on loving you.


If I was in jail I know you’d spring me,
If I was a telephone you’d ring me all day long.
If I was in pain I know you’d sing me soothing songs.

Sometimes I believe in fate,
But the chances we create,
Always seem to ring more true.
You took a chance on loving me,
I took a chance on loving you.

If I was hungry you would feed me,
If I was in darkness you would lead me to the light.
If I was a book I know you’d read me every night.

If you were a cowboy I would trail you,
If you were a piece of wood I’d nail you to the floor.
If you were sailboat I would sail you to the shore.
If you were sailboat I would sail you to the shore.
If you were sailboat I would sail you to the shore.


Katie Melua

sexta-feira, abril 18, 2008

Em jeito de...

Foi mesmo uma daquelas semanas, nem quero acreditar que hoje é 6ª Feira!, ainda estou para saber como é que ontem foi 2ª Feira.
Mas que foi uma semana em grande lá isso foi.
O Sporting ganhou ao Benfica, por uns incríveis 5 – 3.
O Menezes demitiu-se do PSD, e ao que me parece, devido a uma forte dor de cabeça.
Não apanhei nenhuma multa de estacionamento.
Os cafés nem foram maus, exceptuando-se o de hoje de manhã que nem me lembro bem o motivo de o ter tomado só depois das 10:30 (eu até sei, mas prefiro nem dizer).
E neste momento tenho dois portáteis ligados, pois ainda quero ver porque motivo um documento em excel não quer abrir (prevejo um lindo fim-de-semana).
Já agora, alguém viu onde coloquei aquela webcam de colocar nos portáteis? Queria mesmo experimentar com aquela coisa nova que a malta da informática deu para todos nós.

Mais tarde virei escrever algo mais decente, pois por ora só me sai isto.

Lamento...

P.S.: A quem souber da tal webcam agradece-se a informação em troca de uma recompensa.

Garfield


quarta-feira, abril 16, 2008

Desejo

"Desejo a você...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel...
E muito carinho meu."


Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, abril 09, 2008

AJURPE

Palavras para quê?
Esta iniciativa da Associação Juvenil de Rabo de Peixe é de louvar.
Deixo aqui o registo e felicito-os.

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.
Foto by: eu mesma

sexta-feira, abril 04, 2008

terça-feira, abril 01, 2008

Soma

O que o teu amor me dá:

a pérola no centro,
a exacta e pequena pérola
por onde a luz se esvai,
num fechar de olhos,
entre nós.

E o riso tão inesperado
nesse campo de cansaço
em que o repouso
cresce, trazendo a razão
aos braços da loucura.

Os teus olhos onde
os meus mergulham, lago
manso da tarde que
empurramos, à janela,
até o dia inteiro
ser madrugada.

E ver-te acordar, como
o brilho que salta de antigas
colinas e se espalha
por frescos lençóis de
onde te roubo, abrindo
a manhã.


JÚDICE, Nuno, O Estado dos Campos

terça-feira, março 25, 2008

É urgente o amor

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

Eugénio de Andrade

quinta-feira, março 13, 2008

Eramos 7 nasceram mais 7 ficamos 14


Hieronymus Bosch, Mesa dos Sete Pecados



Ainda estou a meditar sobre os novos pecados capitais apresentados na orientação do Arcebispo Gianfranco Girotti.

Ora vejamos, éramos 7

1-Gula
2-Luxúria
3-Avareza
4-Ira
5-Soberba
6-Vaidade
7-Preguiça

Eu com estes posso bem, pois até considero-me uma pessoa cumpridora das leis da Igreja, se bem que por vezes salta-me a tampa, mas isso não significa que esteja irada; ou mesmo quando como mais um “cadinho” confesso que não é por gula, é por que deitar ao lixo comida tão boa, enquanto milhares de pessoas passam fome, não seria justo, muito menos correcto.

Está certo, Está certo, gosto bastante de me ver ao espelho, e até nem sou assim tão gira.

Quanto à preguiça que eu sinto é à 2ª feira de manhã, ao que penso, essa não deve contar.



in: http://www.estadao.com.br/geral/not_ger137279,0.htm


Nasceram mais 7 e agora somos 14

8-Violação bioética (controlo da natalidade…)
9-Manipulação genética
10-Uso de drogas
11-Poluição ambiental
12-Desigualdade social
13-Riqueza excessiva
14-Geração de pobreza

Sendo que estes novos encontram o seu fundamento no que afirmam ser o contexto social causado pela Globalização.

Quem deveria ser mandada ao castigo era essa da Globalização. Mania, sempre em frente um passo do restante povinho (sim, porque somos nós - o povinho - que nos dirigimos ao confessionário).

Agora, olhando bem as coisas, está mais que resolvido a questão do confessionário, ora vejamos:

Povo que se confessa, confessa-se pelo menos 1 vez por semana (o que não é bem o meu caso, mas para lá caminharei com essa da poluição ambiental – esta coisa do tabaco está mesmo a complicar-me a vida, já não me bastavam a chuva e o frio).

Com os novos pecados prevê-se um aumento de cerca de 2% da afluência aos confessionários. Contudo alerto para o facto de que esta percentagem é uma previsão meramente pessoal e que a tendência da mesma é para diminuir.



Algo que encontrei e achei delicioso, vejam lá se os fins não justificam os meios:

Lamento

O arcebispo aproveitou para fazer um lamento. Segundo ele, cada vez menos católicos aparecem no confessionário. Estudo da Universidade Católica de Milão mostra que 60% dos fiéis da Itália deixaram de se confessar. O próprio estudo, de certa forma, esclarece este comportamento. Entre os entrevistados 30% acreditam que não há necessidade de um padre como intermediário do perdão divino, e outros 20% se sentem desconfortáveis relatando a terceiros seus próprios pecados. Segundo o arcebispo, a confissão deve ser feita em 15 ou máximo 20 dias antes ou depois de cometer o pecado. Seria a redenção de todos os pecadores.


In: http://www.clicabrasilia.com.br/impresso/noticia.php?edicao=1883&IdCanal=5&IdSubCanal=&IdNoticia=320941&IdTipoNoticia=1

Acedido a 2008/03/13


Eu é que lamento. Lamento ainda mais o facto de poder ser admitido que se possa confessar o pecado 15 a 20 dias ANTES de o cometer (ainda estou na dúvida se li aquilo bem?).

quarta-feira, março 12, 2008

Agradecimento

Paula,
Que me deste Inês
Não a de Castro
Mas a Pedrosa
Numa viagem me mandaste
Em tons de azul e de rosa
De Martim Codax
Como que por magia
Regressei ao tempo
Em que havia
Cortes esplendorosas
Fidalguias
E D. Dinis
Atirou-me
A Afonso X
A Espanha
O Sábio que foi
E que a Maria cantou

A ti Paula
Agradeço
E aqui me confesso
Remetida à poesia

quarta-feira, março 05, 2008

O prometido

Andar na minha cidade é uma aventura, principalmente no que respeita à zona costeira que tanto amo.

Por um lado, as obras da Secretaria Regional da Habitação e Equipamentos que até incomodam muito pouco a circulação por aquele espaço. Claro que terei de habituar a minha visão à nova proposta paisagista, mas nada que me seja impossível de fazer, até porque, por vezes, as mudanças são necessárias.

Entre as máquinas está um golfinho a sorrir para a câmara fotográfica.

Vista interessante (SRHE)

Por outro lado, a intervenção da Câmara Municipal de Ponta Delgada no que chamam de “Parque de estacionamento subterrâneo”.

Se no caso da SRHE a obra sempre esteve aberta a curiosos, já no caso da CMPD isto não aconteceu. Foi preciso muito esforço para conseguir umas imagens sobre o facto em si, e diga-se, apenas do lado que já está quase, quase pronto (isto deixa-me a pensar se aquilo é mesmo verdade ou se é apenas ficção).


Vista superior (CMPD)


Para mais, convém referir que há obras que me atrapalham e outras que nem tanto.

Esta inclinação é para ver se os autocarros começam a passar mais devagar.

Ora vejamos, a nova paisagem oferecida pela SRHE não implicou que eu deixasse de passear as rodas do meu carro pela avenida. Contudo, já as obras da CMPD, para além de me impedirem de passar pela avenida ainda congestionaram a circulação de viaturas na baixa da cidade.

Convenhamos que os percursos alternativos são caóticos, e isto para nem falar dos autocarros que impõem algum respeito, não só pelo tamanho, como também, pela velocidade com que passam por mim.

Estou aqui a pensar como reagiria se tivesse mais de 70 anos e necessitasse de utilizar a minha viatura para me deslocar à baixa. Sim, porque tenho de ir fazer umas análises clínicas, e aproveito gasto a pensão na farmácia mais perto, e porque o meu médico de família tem o consultório naquela rua estreita em que sempre enfio a bengala no empedrado mal colocado, e para aproveitar e levantar a encomenda com os produtos de 1ª necessidade que o meu enteado me manda por correio, que por ter mais de 2kg o carteiro não pode deixar em casa, e que se viesse para entregar ao domicílio seria muito mais caro e o meu enteado optava por não colocar a farinha com a qual faço o pão ao longo do mês.

Mas voltando à avenida. Agradeço à alma caridosa que me enviou algumas fotos sobre este espaço que durante anos foi de eleição para muitos e, penso, que voltará a ser para mais alguns.

segunda-feira, março 03, 2008

Quem sabe?

Confesso que esta é a terceira vez que tento escrever algo para colocar aqui no blog, e que as outras duas tive mesmo de apagar por uma questão de bom senso.

Não sei bem o que se passa, mas parece que me falta algo.

Parece-me que aquela minha falta de jeito anda a querer apoderar-se de mim mais uma vez.

Tenho andado a reflectir um pouco sobre tudo, e, claro, o resultado não poderia ser outro, uma grande confusão. Vá, quem me manda a mim tentar pensar um pouco sobre tudo? (Agora ali no lugar do “mim” provavelmente deveria ter escrito um “eu”, mas deixo isso à consideração de quem lê.)
Já não basta quando penso um pouco sobre um pouco? E mesmo assim parece que endoideço. Quem mandou pensar sobre tudo?

Facto recente é que a rua que atrapalhava o meu percurso diário está quase, mas quase, novamente operacional. Porém, parece que deverá levar mais uns quatro meses só para fazer as passadeiras, e agora estão com a mania de as fazerem em empedrado. Fica giro, é certo, mas estão a demorar um pouco para além da conta, não acham? Talvez quando as recuperações do nosso Museu terminarem as passadeiras já lá estarão. Quem sabe? Talvez.

Estou um pouco cansada de ver esta minha cidade de pernas ao ar. São buracos por todos os lados. Ruas esburacadas, travessas esburacadas, até a avenida está esburacada. (Mas sobre a avenida ficará para mais tarde.)

Não vejo o dia de ter a minha cidade devolta a mim, a nós. (Estava a ser um pouco egoísta.) Já nem consigo lembrar de como era antes e isto não é nada bom. Se tivesse presente essa imagem de antes poderia muito mais facilmente absorver a nova imagem que lhe querem dar.

Agora lembrei de uma música dos Tunídeos:

“Longe de ti não sei viver
Minha pacata cidade
Onde aprendi a crescer
Também a sentir saudade

Dos amores que eu vivi
Nesta vida amargurada
Nenhum se compara a ti
Ó doce Ponta Delgada”

Agora fiquei nostálgica. (Vou ter de ir ao dicionário resolver isto.)

James


By: Mark Tonra

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

XV

Beber-te! como bebo o ar da vida...
E como bebo a luz do sol doirado...
E a poesia do templo consagrado...
E o consolo no olhar da mãe querida...

Como bebo nos livros do saber
A palavra dos Deuses, e o segredo
Da existência nas folhas do arvoredo...
E em longas noites de cruel sofrer...

Como bebe no cálix o Deus-vivo
Quem o não sente andar dentro de si...
Como eu nesses teus olhos já bebi
A água que hei-de beber enquanto vivo!


Antero de Quental, Primaveras Românticas

Certas palavras

Certas palavras não podem ser ditas
em qualquer lugar e hora qualquer.
Estritamente reservadas
para companheiros de confiança,
devem ser sacralmente pronunciadas
em tom muito especial
lá onde a polícia dos adultos
não divinha nem alcança.


Entretanto são palavras simples:
definem
partes do corpo, movimentos, atos
do viver que só os grandes se permitem
e a nós é defendido por sentença
dos séculos

E tudo proibido. Então, falamos.

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Amor é bicho instruído

Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã.

Carlos Drummond de Andrade

...

Muitas vezes procuro essa mão
Muitas vezes tive-a perto de mim
Recordo a mão
Sei que se estender a minha a tua estará ali.

Ode ao gato

Os animais foram
imperfeitos,
compridos de rabo, tristes
de cabeça.
Pouco a pouco se foram
compondo,
fazendo-se paisagem,
adquirindo pintas, graça, vôo.
O gato,
só o gato
apareceu completo
e orgulhoso:
nasceu completamente terminado,
anda sozinho e sabe o que quer.

O homem quer ser peixe e pássaro,
a serpente quisera ter asas,
o cachorro é um leão desorientado,
o engenheiro quer ser poeta,
a mosca estuda para andorinha,
o poeta trata de imitar a mosca,
mas o gato
quer ser só gato
e todo gato é gato
do bigode ao rabo,
do pressentimento ao rato vivo,
da noite até seus olhos de ouro.

Não há unidade
como ele,
não tem
a lua nem a flor
tal contextura:
é uma só coisa
como o sol ou o topázio,
e a elástica linha em seu contorno
firme e sutil é como
a linha da proa de um navio.
Seus olhos amarelos
deixaram uma só
ranhura
para jogar as moedas da noite.

Oh pequeno
imperador sem orbe,
conquistador sem pátria,
mínimo tigre de salão, nupcial
sultão do céu
das telhas eróticas,
o vento do amor
na intempérie
reclamas
quando passas
e pousas
quatro pés delicados
no solo,
cheirando,
desconfiando
de todo o terrestre,
porque tudo
é imundo
para o imaculado pé do gato.

Oh fera independente
da casa, arrogante
vestígio da noite,
preguiçoso, ginástico
e alheio,
profundíssimo gato,
polícia secreta
dos quartos,
insígnia
de um
desaparecido veludo,
seguramente não há
enigma
na tua maneira,
talvez não sejas mistério,
todo o mundo sabe de ti e pertences
ao habitante menos misterioso,
talvez todos o acreditem,
todos se acreditem donos,
proprietários, tios
de gatos, companheiros,
colegas,
discípulos ou amigos
do seu gato.

Eu não.
Eu não subscrevo.
Eu não conheço ao gato.
Tudo sei, a vida e seu arquipélago,
o mar e a cidade incalculável,
a botânica,
o gineceu com seus extravios,
o pôr e o menos da matemática,
os funis vulcânicos do mundo,
a casaca irreal do crocodilo,
a bondade ignorada do bombeiro,
o atavismo azul do sacerdote,
mas não posso decifrar um gato.
Minha razão resvalou na sua indiferença,
o seu olho tem números de puro.

Pablo Neruda

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Viver não dói

Definitivo, como tudo o que é simples,
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.

Por que sofremos tanto por amor?

O certo seria a gente não sofrer,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão bacana,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.

Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado do nosso amor
e não conhecemos,
por todos os filhos que
gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados,
pela eternidade.

Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar confidenciando a ela
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada
em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu,
mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso:
Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.

O sofrimento é opcional


Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Valsinha

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar

Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado, cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se ousava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar

E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouviam mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz

Chico Buarque de Holanda e Vinícius de Moraes



Proposta de Vinícius de Moraes

VALSA HIPPIE
Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a de um modo mais quente do que comumente costumava olhar
E não falou mal da poesia como era mania sua de falar
E nem deixou-a só num canto; pra seu grande espanto disse:
Vamos nos amar

Aí ela se recordou do tempo em que saíam para namorar
E pôs seu vestido dourado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como a gente antiga costumava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a bailar

E logo toda a vizinhança ao som daquela dança foi e despertou
E veio para a praça escura, e muita gente jura que se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouviam mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu em paz.

Vinicius de Moraes
Fonte: Livro Achados de Caique Botkay, Editora Nova Fronteira

Veja ainda a resposta de Chico Buarque de Holanda

In: http://chicobuarque.uol.com.br/construcao/mestre.asp?pg=notas/n_valsinha1.htm

sábado, fevereiro 09, 2008

Cidade

Cidade, rumor e vaivem sem paz das ruas
Ó vida suja, hostil, inultilmente gasta,
Saber que existe o mar e as praias nuas,
Montanhas sem nome e planices mais vastas
Que o mais vasto desejo,
E eu estou em ti fechada e apenas vejo
Os muros e as paredes, e não vejo
Nem o crescer do mar, nem o mudar das luas.

Saber que tomas em ti a minha vida
E que arrastas pela sombra das paredes
A minha alma que fora prometida
Às ondas brancas e às florestas verdes.



In: ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner, Obra poética I

O Crime

Quem não é filho de Caim?
Abel não deixou filhos.
Mas em Caim, havia Abel.
E somos todos
A vítima e o carrasco
No mesmo ser...
A criatura e o criador
Na mesma fera,
O pecado e o remorso
No mesmo Deus.

In: PASCOAES, Teixeira de, Últimos Versos, p.16

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Pausa para café

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.














Sabe bem, não sabe?!

Aqui nada falta, até os meus amigos cá estão.

Claro, Casa Marisca é o que está a dar.

Casa Marisca Restaurante - Cervejaria

Estava um lindo dia de chuva, alguma humidade e frio (a parte do frio foi para disfarçar, mas quente não estava). Andávamos nós tentar saber onde iríamos almoçar quando um afirmou haver uns restaurantes na rua de baixo. Assim, optamos por um restaurante que alguém se lembrou como sendo próximo e até nada mau.
- Come-se bem. – Dizia um.
- Sim, também já lá estive uma vez. – Retorqui eu ao chegarmos mais perto.
A chuva continuava intensa, mas lá entramos e fomos sentar a uma mesinha que se encontrava com o letreiro de “Reservada”. Claro que quem nos indicou a tal mesa foi lá o senhor que andava a orientar o serviço à mesa.

Devoramos as entradas, fizemos os nossos pedidos e deliciámo-nos com o que comemos, exceptuando-se aquelas duas almas que não tinham pedido o arroz de lapas.

De repente um de nós disse:
- Parece-me que se pode fumar na parte debaixo deste restaurante.
Fiquei logo em pulgas, e certifiquei da veracidade da afirmação junto do que andava a servir às mesas e logo decidi que iria tomar o café de final de refeição naquele espaço maravilhoso. Imagine-se que até tem acesso por uma escada interior.

Lá descemos. Ao iniciar a minha descida comecei a inalar um cheiro familiar. Sim, sim, era o perfume tão doce e característico daquelas folhas de tabaco.

Sentamo-nos à mesa, novamente, e foram servidos os cafés. Estava tudo com um ar de satisfação indescritível. Bebemos café e fartamo-nos de fumar (pelo menos eu).

Seguiu-se uma sessão fotográfica, mas as imagens não ficaram muito boas devido à comoção em que nos encontrávamos.










O grupo.











A vítima...


Só vos digo, a Casa Marisca passou a ser um lugar de culto para esta humilde fumadora.










O espaço interior.











Adoro autocolantes Azuis.

Aqui vos deixo o endereço para que mais facilmente possam chegar a este local de culto:


Rua Engenheiro José Cordeiro 125
9500-311 PONTA DELGADA
São Pedro
São Miguel
Açores


Telefone
296382780

sábado, janeiro 12, 2008

750€

Ora, mais uma semana que passou e nada de novo.
Assim fica difícil de se escrever seja o que for. Pese embora algumas “coisitas” pelo mundo, “coisitas” também nada de novas. Deviam mas era inovar. Até estou a pensar aqui numas coisas bem giras, mas bem giras mesmo.
Então vejamos, é preciso algo de novo. Assim, tipo algo diferente. Estou aqui a pensar naquilo que gostaria que o meu país fosse diferente.
Reflectindo, nos EUA e no Canadá é proibido o fumo, certo? Então, para não estarmos aqui a fazer sempre o que todos os outros fazem, com a agravante de se fazer anos de luz mais tarde, deveríamos era permitir o fumo por todo o lado. É que vendo bem as coisas já o permitimos, é vê-lo a sair todo feliz pelos tubos de escape dos nossos “pópós”, carrinhos, autocarros e semoventes afins, é vê-lo dançando o tango pelas chaminés das nossas indústrias transformadoras, é vê-lo no Verão em toda a sua magnitude durante e após um grande incêndio (pois, o incêndio tem é de ser grande, caso contrário seria apenas uma mísera fumaça).
Se assim é, que mal tem o “fuminho” de um “cigarrito” (seja ele de que marca for).
Vá, digam lá, que mal tem?
Só de pensar nas coisas maravilhosas que se fazem com o “fuminho” de um “cigarrinho” até fico arrepiada. É ver fazer círculos, todos muito lindos e perfeitos, depois passar um outro “fuminho” por entre esse círculo.
E fumar em grupo.
Possa, isto até é que é mesmo delirante, é a partilha, a dádiva de um para o outro daquilo que é tanto dos pulmões de cada qual. A isto é o que chamo de verdadeira harmonia entre os pares. Sim, sim, harmonia. Qualquer fumador vendo outro fumador é capaz de partilhar aquela coisa mais linda com o outro, nem que seja o “fuminho” dele.
E sabem o que ainda é bem melhor? Sabem?
É a dança dos isqueiros, “Olha dás-me lume?” e é ver isqueiros todos felizes a saírem das carteiras e dos bolsos todos eles muito animados.
Pára tudo (inclusive eu).
O Jorge Palma está lixado.
Que cena!
Como é que ele agora irá cantar a coisa do “dá-me lume”?
"- São 750€ meu senhor."

segunda-feira, janeiro 07, 2008

A tradição

Hoje, lá no local de trabalho, vieram ter comigo com uma conversa do género:
- Nós por cá temos uma tradição... realizamos um sorteio anual, assim a seguir ao dia de Reis, no qual sai a “sorte” a alguém que no próximo ano terá de comprar um Bolo Rei.
De seguida, continuou:
- Colocamos umas rifas e todos tiram uma, depois a quem sair a rifa premiada compra o tal bolo.
Achei interessante, até que sou um pouco pela continuidade das tradições instituídas, e nem as questiono muito.
Bem, já se está a ver que aceitei a tal coisa da rifa e das sortes, mas antes questionei o porquê de nunca o terem perguntado, atendendo que por ali ando desde 2003. Mas, enfim, segui adiante e não questionei mais.

Passaram-se algumas horas e estava eu ao telefone quando apareceu uma “cabecita” à porta do meu gabinete tipo a querer dizer que iriam dar início ao processo. Bem, eu estava ao telefone e nele continuei. O tempo prosseguiu e assim que tive oportunidade lá me dirigi ao tal gabinete onde seriam tiradas as tais sortes. Para meu espanto, no envelope das rifas só restava uma. Sim, apenas uma, a minha. E para meu maior espanto era a rifa premiada.
Fiquei surpresa, em toda a minha vida jamais me havia saído algo numa rifa e logo hoje tinha algo escrito naquele pequeno papel enrolado (se bem que tenho de confessar que nunca comprei uma dessas coisas embrulhadas).
Para não alongar mais isto, o facto (ou fato) é que no próximo ano terei de comprar o tal Bolo Rei. Porém, ainda subsiste em mim uma dúvida existencial: saiu-me mesmo aquela coisa das sortes, ou estarei a sonhar?!

Bem, lá terei de fazer manter a tradição, mas penso que depois do meu bolo jamais irão querer que a tradição passe pelas sortes.

Facto ou fato, ou como queiram...

Vim arejar, abrir uma janela e deixar entrar um pouco do frio do Inverno.
Não consigo saber o porquê de não vir aqui desde o ano passado (vá, assim fica a parecer que não coloco os dedos por estas bandas há muito tempo – confesso que agora até fiquei arrepiada.).

Não sei bem o que escrever, poderia até tentar algo diferente...
Sei lá...
Talvez o pino (elemento artístico que coloca as mãos no solo e os pés no ar).
Sim, poderia fazer o pino e depois tentar equilibrar-me numa mão apenas, correndo o enorme risco de me estatelar em cheio no chão (“cair toda junta” – expressão que me amassa a alma quando ouço).
Mas não, o melhor é não tentar isso, com a agravante de que teria de ter um adulto por perto caso intentasse em tal aventura.

Estou com algumas dúvidas. Acho que até não estou a gostar muito disso.
Ah! Lembrei-me de uma coisa muito importante. Lembrei da Camila, não perguntem porquê, mas agora lembrei dela, mais informo que julgo que esteja de saúde e rodeada pelos filhotes.

Será que com o novo acordo ortográfico algumas das minhas palavras passarão a fazer sentido? (mais uma dúvida).

O melhor é deixar isto aqui por aqui mesmo, não estou a escrever coisa com coisa, e “a não sei das quantas não bate com a perdigota” (é o que digo – FUI).

terça-feira, dezembro 18, 2007

...




Em tons de negro
Ao som do vento
Em sabores de saudades
Na ânsia do querer
Sinto a noite entrar em mim

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Só porque é nesta quadra

E agora não é para dizer que só estou a pensar nas prendas.

Já agora, permitam-me que vos chame atenção ali para a lesminha, perto da àrvore, assim onde começa a sombra, no canto inferior direito. Mais informo que a mesma possui uma botija de àgua quente, um cachecol e um gorro que lhe cobre os seus pequenos olhos.

[devido a problemas de ordem técnica foi retirada a linda àvore de natal que aqui se encontrava, e, com ela, a lesminha decidiu emigrar para um país nos trópicos.]

sábado, dezembro 08, 2007

Estudo sobre o mar

Creative Commons License
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.


Foto by: eu mesma

sábado, dezembro 01, 2007

Flor

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Foto by: eu mesma